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Podcast Viver Mais, Cuidar Melhor · 25 jun 2026 · 43 min

Idoso parou de comer! O que fazer? Devo me preocupar?

Com Janaina Olah, nutricionista

A nutricionista Janaina Olah conversa com Andréia Teodoro sobre o que muda na alimentação com o envelhecimento, os sinais de que o idoso está comendo pouco e quando a suplementação entra. Explica também a nutrição enteral por sonda e os cuidados com a dieta em casa.

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Transcrição automática do áudio, com correções pontuais de nomes e termos. O travessão marca a troca de quem fala.

Alimentar alguém vai muito além de oferecer comida. Às vezes, alimentar é manter força, conforto e dignidade. Seja bem-vindo ao viver mais, cuidar melhor. É um espaço onde o cuidado vai além da doença. Eu sou Andréia Teodoro e hoje vamos falar de um tema que ainda gera muitas dúvidas e até medo dentro das famílias. nutrição enteral e a suplementação no cuidado da pessoa essa conversa, eu recebo hoje a nutricionista Janaina Olah, formada pela Faculdade de São Camilo desde 2002, iniciou sua trajetória em hospitais e desde então atua na área de dietas enterais e suplementação nutricional com passagem por empresas e há mais de 20 anos, há mais de 21 anos na Nutrição Total. acompanha de perto os desafios da nutrição no cuidado de pacientes mais especialmente no envelhecimento e na assistência domiciliar.

Seja muito bem-vinda, Janaina.

— Obrigada. Muito obrigada. Fiquei muito feliz com o convite.

— Então, vamos começar.

— Vamos lá.

— O que muda na alimentação, Janaina, com o envelhecimento?

— Tá, então, na verdade, muda muita coisa, né? Porque o idoso ele já tem uma questão de mudar o paladar, né? Então, por exemplo, ele já não sente mais muito o gosto dos alimentos, então ele vai procurar colocar mais sal, colocar mais açúcar na comida e aí acaba prejudicando, né, a a o alimentação dele. Ele pode apresentar disfagia, né, que é uma dificuldade dele se se alimentar, dele deglutir, dele engolir. Então, quando você vê que você tá lá com o idoso, acompanhando ele numa alimentação e ele tá tossindo, ele tá raspando a garganta, ele tá e suando, né? Ele tá com com sudorese durante a alimentação, já é um sinal de disfagia, né? Então você Então aí ele ele deixa de se alimentar com medo do que possa acontecer na alimentação, né?

Muito uso de medicamento, então utilizar um utilizar laxantes, por exemplo, né? Então são coisas que vão alterando a absorção. O idoso já não tem a digestão como tinha antes, já tem uma diminuição dessa dessa digestão, ele já começa a ter uma dificuldade mesmo na digestão, né? Então ele tem um refluxo ou ele tem uma constipação ou ele tem uma diarreia. Então tudo isso vai diminuindo a vontade dele de se alimentar. E aí que que ele faz? Ele vai beliscando, ele come uma bolachinha, né? ele come um cafezinho com leite e onde que tá a proteína, né? Onde que tá as frutas, as verduras? Então isso que vai mudando muito na alimentação do idoso, né? Ele vai e esquecendo de frutas, verduras, então é isso que acontece.

— E a perda do apetite é comum no idoso por conta disso.

— Ah, muito e tem uma questão também de abandono, né? Tem uma questão de solidão, tem uma questão de ele tá lá sozinho, então assim, para que que ele vai cozinhar, né? Não tem ninguém para comer com ele ali, com Não tem ninguém para comer com ele. e aí ele acaba fazendo lanchinhos e diminui o apetite mesmo, assim, é, é fisiológico, né? Então, pode ser por uma questão funcional das funções do corpo e também por uma questão externa de companhia, de ter um prato bonito, de ter uma mesa

— Certeza. E aí também tem a o problema dele não estar totalmente dependente para independente, né, para poder fazer essa alimentação.

— Então ele já não consegue mexer no fogão tão bem,

— Ele já não consegue se alimentar sozinho. Então por isso que ele vai preferindo coisas mais simples, né, coisas mais fáceis dele dele comer ali, né? Por isso que é o famoso cafezinho com café com leite, né? Um café com leite com bolachinha. Quais são os sinais que mostram que ele não tá se se alimentando adequadamente?

— Então aí você começa a reparar aquele idoso que anda arrastando o pé, né? Isso já é uma sarcopenia,

— Então já é um idoso que tá perdendo muita massa magra, ele já não tem nem força para [suspirando] pro caminhar dele ali, né? Aí você percebe um rostinho mais magro, você percebe um um bracinho mais fininho, né? as roupas já você vê que de repente ele tá usando um cinto que não usava antes, tá? a roupa tá mais larga porque geralmente eles não vão comprar roupa, né? Então, as que eles já utilizavam já não servem mais também, né? E aí você consegue ver na na perda de cabelo, na unha, na desidratação. Idoso também até ele pode ter tanto a disfagia, né, que aí impede ele de tomar água, desse engasgo. E ele pode ter também a desidratação por não tomar água, né? Ele ele tá lá sozinho, ele não lembra de tomar água.

Ou até o que tá com família em casa também não toma água, né? A gente sabe que idoso é, não gosta de tomar água. Ele não tem sede.

— Não tem sede.

— Ele não tem sede, ele não tem fome. Então precisa sempre dos estímulos externos para que ele possa se alimentar, para que ele possa se hidratar, se nutrir de uma forma

— De uma forma correta. A questão da dentição também é importante.

— Sim. Isso é a prótese aqui não tá já mais porque ele emagrece, né? A prótese acaba ficando grande, já não se adapta tanto na boca, de repente não a perda dos dentes, né? não tem uma quantidade ali. então tudo isso e e que isso é mais preocupante? Ele vai deixar de comer o que ele precisa comer, que é carne, que é uma fruta, que é uma verdura, um legumes. Então ele vai deixar de comer as coisas principais,

— Uhum. Isso acaba desnutrindo ele, desidratando tudo isso.

— E se não tem um acompanhamento de grandes pedaços, passa a ser porções

— Dessas porções menores passa a ser mais

— Pastosa, mais purezinho, mais molinho,

— Até ser mais líquido e até não ter mais prazer na comida.

— Sim. É, até um idoso que já tem uma condição neurológica, né? É, as próprias pessoas que de repente cuidam dele já mudam a consistência da dieta dele, né, por necessidade, né, e aí o alimento realmente não fica mais prazeroso, né?

— Muitas vezes a família percebe e até vai adaptando em pedaços menores

— Por n questões, mas ela não entende a gravidade de tudo isso, que isso pode levar a outro agravamento com outras doenças, outras consequências.

— Com certeza, e quando a suplementação passa a ser

— Então, eu como nutricionista, eu acredito que a suplementação tem que acontecer sempre, né? Até a gente 40 mais já a gente a gente tem que suplementar. no Brasil 40% das pessoas consomem a quantidade ideal de proteína, né? Então, a gente acha que a gente consome comendo um bifinho lá no almoço, comendo um bifinho na janta, um peixinho, tal, mas a gente não consome a quantidade de proteína que é necessária pro nosso organismo, né? Então, quando, na verdade, o você percebe que o paciente está desnutrido com uma avaliação nutricional ou com seu olhar de profissional mesmo, ou na minha opinião, assim, idoso, passou dos 40 anos, 50 anos, a suplementação é sempre necessária, principalmente de proteína.

— E como que eu calculo? Eu preciso, nosso paciente, ou eu falo até por mim, né? Eu preciso ir na nutricionista para que ela calcule o quanto eu preciso consumir de

— A gente tem uma continha fácil, né, que é de 0,8 a 1,2

— G de proteína por kg de peso,

— Né? Então, se você pesa 100 kg, aí você faz a continha, vê quanto de proteína você tem que consumir. Mas o interessante é porque assim, não é que quer dizer que você tá comendo um frango, um peito de frango de 100 g, que você tá consumindo 100 g de proteína,

— É. Então

— Esse às vezes que é o a confusão, né?

— Então e assim é muito difícil atingir a quantidade de proteína necessária, assim é muito difícil,

— A não ser que coma muito ovo, cozida.

— É muito ovo,

— Mas é porque um ovo tem pouca, né? É pouca, pouca proteína, é assustador. Então, a grande maioria das pessoas não consome o que é necessário,

— Não. Só 40% dos brasileiros consomem o que é necessário de proteína.

— E aí precisamos suplementar por conta

— Suplementar. Aí você tem os fatores de de injúria que a gente chama, né, que é ele ele é acamado, ele deambula, ele faz atividade. Então tudo isso vai aumentando a quantidade de proteína, né, ou não, que o que o paciente, que o idoso tem que consumir.

— E essa suplementação seria só o protein? Seria o quê?

— É, então tem várias suplementações, né? A a Nutrição Total que eu trabalho, ela trabalha com as dietas e suplementos da Nestlé, né? Então, tem uma gama muito grande. Então, pode ser que o idoso, pode ser que um suplemento, ele precise de uma fibra, então o suplemento dele é uma um módulo de fibra. pode ser que o suplemento que ele precise é um suplemento completo, então que vai ter a proteína, mas vai ter também o cálcio, vai ter vitamina D, vai ter ferro, né? Então aí depende da necessidade, mas geralmente para suplementar proteína, o ideal mesmo é suplementar com o prote

— E hoje tá mais palatável, né?

— Super, super. Muito melhor. Era mais difícil consumir.

— É, e tem muito suplemento sem sabor, né? Para aquele idoso reclamão que não gosta de de suplemento, você consegue até dar uma enganadinha nele, né? Então, enjoa.

— É. Então, mas o suplemento sem sabor é muito legal porque você consegue colocar numa sopa,

— Você consegue colocar num purê.

— Né? Então é muito legal e porque você meio que engana ele, né? Ele não tá tomando o suplemento, mas tá ali na é inserido na alimentação dele.

— É porque não tem sabor,

— Mas muda a consistência?

— Não, não muda. Não muda

— Nada. E é pozinho?

— E tem alguma proteína que é em cápsula? Essa eu já tô querendo comprar.

— Nossa, eu acho que não, viu? Eu ia ser mais fácil, né? Ia ser mais fácil.

— Fácil mais fácil. Porque querendo ou

— É agora que você falou que tem essa que não tem sabor e que não muda a consistência, tudo bem. Porque você consegue colocar num purezinho,

— Mas se existisse em cápsula seria melhor, né? Você vai ali e vou tomar uma proteína, toma dois, três comprimidos,

— Igual todas as vitaminas, né?

— Sim. Sim.

— E existe ainda preconceito sobre suplementos alimentares. Eu acredito que eu vou te fazer uma pergunta, vou te responder, mas vai ficar nesse bate bate volta. Existem suplementos que eles são a tem existem preconceitos com esses suplementos, mas eu acho que é mais com eu acho, tá?

— Com o paciente e a pessoa idosa, porque os mais jovens já são estão mais conscientes e buscando muito mais.

— E como aqui nós fal falamos do envelhecimento, [suspirando]

— Existe esse preconceito com a a pessoa idosa? Existe porque na verdade eles eles acham que entendem muito da alimentação deles, né, que não precisa, que não tem necessidade, mas quando você vê lá o emagrecimento acontecendo, porque sarcopenia, na verdade é um processo do envelhecimento,

— Né? Você não consegue parar esse processo, né? Você consegue melhorar, você consegue fazer uma atividade física, uma academia, suplementar, mas assim, é é o processo,

— Uhum. do envelhecimento.

— Do envelhecimento, então não tem muito o que fazer. E na verdade a gente tem que, eu acho que essa geração nossa, né, dos dos 40 e pouco já entendeu mais o uso da suplementação, né, a gente já inseriu no nosso dia a dia, mas realmente o idoso tem mais resistência. Com certeza.

— Eu acho que o público jovem não só para performance, alta performance, e sim pra qualidade de vida.

— Sim, sim. E o intuito desse podcast é levar esse essa orientação pro para quem tá envelhecendo,

— Para que seja também uma escolha e uma vida melhor, mantendo a suplementação, que que a gente já falou que é

— É, e é e é muito importante porque assim, a gente tá falando de suplementação de de proteína, de protein, mas a gente não pode esquecer daquela suplementação também de um idoso que tem uma condição de saúde, né? Então, de repente, um suplemento para um idoso que faz uma hemodiálise, né? Então, é, é necessário, não tem como fugir disso. A gente tem um produto chamado Impact, que é um suplemento para um pré-cirúrgico para um paciente oncológico. Então, assim, às vezes é mais importante do que o do que o remédio, do que é muito importante pra imunidade, é muito importante pro paciente ficar bem para fazer uma cirurgia, para ter uma recuperação e ideal, tem suplemento pra cicatrização. Então a gama é muito grande que existe.

— Feridas, né?

— Isso. Cicatrização de feridas.

— Ou Proline, Novasource Proline.

— Tá. E esses suplementos eles substituem

— Então e não é o ideal, mas substituem sim. Pode podem ser usados. A maioria eles são eles eles vêm como nutrição oral e enteral. Então ele pode ser uma alimentação exclusiva, sim, pode substituir uma refeição, mas como idoso ele já não se alimenta bem, o ideal é não substituir, né? Você pode usar assim num lanchinho da tarde, numa, por exemplo, um suplemento pré-diabético, você dá à noite antes dele dormir para evitar aqueles picos de glicemia.

— Ah, tá.

— Então tem essas essas opções.

— Então, se eu chegar em casa muito tarde, eu posso tomar o protein e dormir.

— Pode, pode.

— Tranquila. Ai, que ótimo que eu [risadas] faço isso.

— Pode, pode.

— E como escolher o suplemento adequado?

— É, então aí depende muito do caso, né, do tem suplementos aí mais que servem pra maioria da população, né? Então, é o que eu falei, tem várias categorias. Então, que o cuidoso tá precisando mais naquela naquela fase, ele tá perdendo proteína, ele tá perdendo músculo, ele tá precisando de mais vitalidade. Então, na verdade é pensar no momento que ele tá, né, e escolher o o suplemento que tem uma gama muito grande. De repente ele não aguenta grandes volumes. Aí tem suplementos que uma 125 ml, por exemplo, uma quantidade menor, né? Tem suplemento que tem mais caloria, tem suplemento que é vem em forma cremosa, vem em forma de um creme. Então depende da da da necessidade, né? A gente

— Evoluiu, né?

— É. E aí com o o profissional nutricionista principalmente, né? Ele consegue indicar o suplemento certinho para essa para esse idoso.

— É, nesse caso exige a a orientação do nutricionista, uma prescrição correta.

— Sim, com certeza. O intuito não é sair comprando e sim procurar o especialista.

— Isso acontece na prática, a procura do do especialista. Você tem percebido isso

— Acontece, mas acontece também como tem na medicação, né? Acontece, a gente sabe que tem automedicação, a gente também sabe que tem essa essa procura por suplemento sem uma orientação nutricional, né?

— Tem a carreta outros problemas, né? renais, hepáticos, gástricos.

— Isso, sim, sim. Tem que ficar de olho no suplemento que tá, por exemplo, um diabético não vai poder tomar um suplemento que tem açúcar, né?

— É, de repente um paciente que tem um problema renal não vai poder tomar um suplemento que tenha uma quantidade muito grande de proteína ou sódio, né, potássio, alguma coisa assim em grande quantidade. Então, por isso que sempre procurar um profissional.

— É. E aí nós reforçamos que a avaliação ela é individualizada. O que serve para um não serve para outro.

— É, tem muita gente lá na Nutrição Total que fala: "Ah, eu quero tomar o mesmo suplemento que meu vizinho aqui, porque ele ficou super bem, ele ficou ótimo, eu quero tomar também".

— E aí a gente fala: "Não, mas qual que é seu problema?" Porque a gente não prescreve lá, né? a gente espera ele vir com orientação e aí a gente faz a venda do produto. Mas eles sempre vem assim querendo: "Ah, o meu vizinho tomou, né? minha mãe tomou e fiquei ficou bem e tal". Mas a gente sabe que não é assim, né? Precisa saber caso a caso.

— Você não prescreve lá na Nutrição Total, mas você

— É, na verdade, nossos nossos atendentes lá, né? Eles eles não fazem essa essa prescrição de

— Não atendem direto o

— Tá. Mas

— Mas se chamar ligar lá e pedir uma avaliação, vai o profissional até a a residência, né?

— Isso. Isso.

— Entendi. Falamos de suplementação, da importância dos benefícios,

— O que pode, o que não pode ser feito.

— Vamos falar da nutrição enteral. Certo?

— E o que é a nutrição enteral?

— Então, a nutrição enteral ela é ela é a alimentação do paciente de de uma forma líquida, né? Então, que vai ser utilizado por via sonda e quando esse paciente não consegue mais se alimentar, né? Então, o que que pode ter acontecido com ele? tem muito idoso que se recusa a se alimentar, então esse é um caso. Tem idoso que teve um AVC que tem algum problema neurológico, uma Alzheimer, qualquer coisa, várias doenças neurológicas, então o paciente ele não se não consegue mais se

— Via oral. Então aí a gente tem que utilizar a dieta enteral, que é uma dieta líquida para ser utilizada via sonda, que tem várias vários, como tem vários tipos de suplemento também, a gente tem vários tipos de dietas enterais para cada caso,

— Tá? E geralmente essas dietas, a dieta enteral ela inicia, ela é repassada por uma sonda. Se passa a sonda primeira, a sonda pelo nariz, isso

— Que é a sonda nasoenteral alocada ou no estômago ou no na primeira porção ali do do intestino que é o o duodeno. Essa sonda quando o médico, vou mudar até a pergunta, quando o médico prescreve para que ela seja locada no estômago, isso tem a ver com a absorção de nutrientes?

— Não, não só com a absorção, né, mas tem a ver também com a com o tempo que esse paciente vai ficar com essa com essa sonda, né? Então, uma ação da nasoenteral você considera que é uma coisa mais transitória. Então, de repente aquele paciente que passou por uma cirurgia, tá de repente com câncer de cabeça e pescoço, vai ficar um tempo sem poder se alimentar, mas a a intenção é que depois ele volte a se alimentar, então ele passa por nasoenteral. Mas se aquele paciente, por exemplo, uma uma consequência do Alzheimer, que ele não vai ter uma melhora, que ele nunca mais vai conseguir se alimentar via oral, então a gente já opta por pela gastrostomia ou pela jejunostomia.

— Mas o posicionamento da sonda, sim, se ela é gastro ou se ela é jejuno, é por conta de absorção.

— De absorção, né? E em quais situações você já citou algumas aqui, costuma ser indicado essa sonda?

— É, então, na verdade, quando a via oral é impossibilitada, né? Então, o paciente tá impossibilidade de usar via oral. Tem muitos casos, por exemplo, de disfagia, o paciente já tem essa dificuldade de engolir, então ele não vai, ele vai fazer um tratamento de fono, ele vai tentar recuperar até a perda da musculatura aqui da deglutição faz com que ele não consiga engolir direito, né? E aí um AVC é uma um câncer, uma doença neurológica, então essa uma pós cirúrgico

— Que aí é transitório,

— Tá? mesmo com sonda, a pessoa também pode ter uma alimentação via oral. A sonda não atrapalha,

— Po, não, não atrapalha. Pode. na verdade, aí junta o profissional nutricionista com o profissional fonoaudiólogo, né? Aí eles decidem se, na verdade, essa pessoa consegue deglutir, né? Então, se ele tá colocando a sonda, que não é por um, por exemplo, um idoso que não tá conseguindo atingir a quantidade de caloria que ele precisa para recuperar, para melhorar, então aí passa-se a sonda, mas ele também pode continuar consumindo o via oral, né? Ele pode

— Com as duas juntos, não tem problema,

— Tá? E quando vai pra gastrostomia ou uma aí é porque já não consegue mais é um pouco mais definitivo

— Fazer a a comida via oral mesmo.

— E por que as famílias têm tanto medo da sonda? [roncando]

— Eu acho que nem da sonda, mas da

— Mas quando fala em sonda gera dúvida, gera culpa. Por que isso acontece? Ah, porque o ato de alimentar e a gente percebe isso desde que a gente nasce, né? Desde que a gente tem um filho. Então, o que que uma mãe faz para agradar um filho, né? Faz uma alimentação lá gostosa, faz a comidinha que ele gosta.

— Então, essa questão de não poder mais se alimentar, né, é muito complicado, porque parece que você tá punindo a pessoa, né? Mas o que a gente tem que pensar é que a nutrição enteral é a vida dele, é o que ele precisa para continuar vivendo, né?

— E muitas vezes a sonda da imagem que é o

— Sim. Não, e

— Não é, é um cuidado, é para que ele

— Eu tenho pacientes que

— As famílias às vezes relutam para colocar a sonda e tentam fazer papinha, fazer mais líquido, colocar espessante para que não tenha os engasgos, tudo

— E chega para uma hora que não dá,

— Vai até um limite máximo assim, não consegue mais.

— E aí tem a conversa, o médico tem a conversa que é necessário a sonda. Sim.

— Aí eles acabam cedendo, né? Entendem que é a melhor, o melhor caminho, o paciente melhora.

— É muito,

— Porque aí ele é muito bem nutrido com a Super modernas, super especializada, né?

— É super modernas. Você sabe que eu tive um paciente, você até chegou a conhecer, começou a tomar a dieta saudável, comia normal, mas começou a tomar por praticidade, nem precisava, mas falava que ali

— Tinha tudo,

— Então não precisava parar. É, já era uma dieta completa, não precisava parar ir no restaurante comer, ele começou a tomar uma dieta no escritório. É, é,

— É. Pode ser consumida oral também, não tem problema.

— É, e tentava convencer todo mundo que era super,

— Que era a melhor opção,

— Não que era gostosa, geladinha, você tome que era a melhor opção. Mas depois descobrimos que não era isso, era um problema muito sério que tinha de

— Sim. Sim.

— A alimentação tem um peso emocional muito grande. Sim.

— Das famílias.

— Sim, com certeza,

— Né? É, é uma, é, é, é como se fosse um luto ali, né? É um, é um final de uma, de uma vida, né, que existia, né? Então, é o final de uma vida que ele se alimentava, que ele participava da alimentação ali com a família na família, dos eventos.

— É, então é é essa parte aí é emocional também, né?

— É, não comer, não ter esse prazer da alimentação, você vai se afastando do convívio com a família.

— É, é assim, é muito mais fácil, fácil entre aspas, né? quando o ido, ou com paciente ou idoso, quando ele não tá mais consciente daquilo, né? Mas quando ele ainda é consciente é é complicado, né? Mas a dieta enteral assim, eu acho que todo mundo sabe que no começo é um bicho de sete cabeças, né? Então todo mundo fica perdido e fala: "Como é que eu vou fazer? Como é que eu vou vou que que vai fazer? Que que como é que vai acontecer? Como é que eu vou dar? Mas assim, é depois vira o dia a dia, né? Então é uma coisa muito simples assim.

— É que você vê a evolução do paciente, o quanto ele melhorou.

— E falamos que existem as dietas já prontas, compradas, que é como uma caixinha de leite.

— Isso. Isso, né? É. E hoje também se faz ainda, muitas famílias fazem as as dietas, as alimentações.

— Então aí é o que eu falo, aí ainda tem muito mito, né, de que a alimentação que eu faço é melhor porque é mais natural, né? Mas que que acontece? Uma sonda nasoenteral, né? Principalmente você tem que bater muito. Esse você vai pegar uma carninha, você vai pegar um arroz, você vai pegar alimentos do do seu dia a dia mesmo, você vai bater e peneirar demais, então você vai perder em torno de 70% dos nutrientes. Nossa, bastante.

— É muita coisa, né?

— E fora que você não consome no mesmo dia, a família quando faz, a pessoa que faz, ela armazena pra semana inteira.

— Isso é super errado, né? Se você quer fazer a dieta artesanal, você tem que fazer diariamente, né? É, é. Não, eu já, já peguei casas assim e aí faz por semana inteira porque é trabalhosa. Você tem que cozinhar, você tem que triturar alguma co

— Então, mas agora, Andréia, é muito 1 L de uma dieta vai gerar em torno de R$ 20 a R$ 30. Como é que você vai num, é, você que come num 1 kg, de repente num almoço, você gasta isso?

— É, isso 24 horas, né?

— Então é, mudou muito, né? Antigamente as dietas enterais eram latinhas ou pó, então e eram caras, né? Agora, principalmente a a Nestlé, ela fez com que ela tem uma linha toda para uso domiciliar, né? Ela tem dietas que são só para uso domiciliar, então dietas que que são mais em conta mesmo pro para conseguir comprar, para conseguir manter esse tratamento em casa, né?

— Uhum. O quanto facilita.

— Sim. Porque alimentar alguém também é uma forma de amar.

— Sim, com certeza. Com certeza.

— Quais os principais cuidados com a dieta enteral em casa?

— Depois que comprou, vamos falar do frasquinho, que da dieta ah que é manipulada e feita a cocção em casa, nós já falamos que não é adequada, porque perde 70%

— Dos nutrientes. Então vamos falar daquilo que completa o paciente como um

— Sim. Sim. É, o importante é é você pensar sempre na higiene na hora de manipular essa dieta. Então você tem que tá sempre quando você for, você é a pessoa que vai manipular essa dieta para dar pro seu paciente. Então você tem que estar sempre com a mão lavada, com o cabelo preso, com uma touquinha de repente no cabelo. Você tem que higienizar a bancada. você não pode fazer esse preparo da dieta enteral junto com os outros alimentos da sua casa. Então, ter um lugarzinho ali reservado para preparar essa dieta enteral. geralmente elas têm duração de 24 horas depois de aberto, então respeitar esse horário. E elas têm também 4 horas que elas podem ficar fora da geladeira. Eu digo assim, no sentido de de repente de tirar da geladeira para perder o gelo dela, né?

Para tirar, porque dieta enteral também você não pode nem dar gelada nem quente, tá? Tem que ser temperatura ambiente. Então, e as 4 horas que você pode usar é naquele tempo de você pode tirar, por exemplo, aqui essa dieta enteral, você vai colocar aqui no frasquinho, né? Então você pode pegar essa dieta enteral que tá lá na sua geladeira, né? Porque ela tem que ser armazenada na geladeira, você vai envasar no frasquinho e você pode deixar o frasquinho

— E o outro você guarda

— Num temperatura ambiente, o litro você volta. Então o litro da dieta principal, ele sempre tem que estar reservado. Então você pode utilizar o frasquinho, você coloca a dieta enteral aqui e entre você preparar e fornecer pro paciente, ele pode, essa dieta pode ficar 4 horas fora da geladeira.

— 4 horas é o tempo máximo e é uma temperatura ideal.

— Tá. E aí a gente e pede para não esquentar no microondas e se falar: "Ai, nossa, eu esqueci de tirar dieta enteral, já tá na hora dele comer". Então você vai lá, você esquenta uma aguinha num banho maria e aí você faz,

— Você não esquenta no microondas de jeito nenhum porque desnatura as proteínas, atrapalha muito a parte nutricional dessa dieta. Então você sempre coloca no banho uma aguinha quente, você vai lá e e deixa essa dieta em temperatura ambiente, tá? Isso em situações que não deu tempo, você esqueceu de tirar da geladeira, você vai lá e faz isso.

— O melhor, o mais indicado é tirar antes, tira da geladeira, envasa, deixa o frasquinho e em até 4 horas você pode

— Administrar. Isso, isso mesmo.

— E aí os cuidados com frasco, equipo. Então, na verdade assim, não tem uma legislação falando quanto tempo posso utilizar frasco e equipo. Depende muito da higienização, mas assim, eu já vi casas que usam esse frasquinho por um

— Então assim, o ideal é trocar todo dia, tanto o frasquinho e o equipo, por exemplo, que ele ele é uma um tubinho bem fininho, então para ficar alimento aqui, para contaminar, é muito complicado, né?

— É igual um sorinho, né? Vamos mostrar. É igual o sorinho, um equipo de soro

— Que você conecta esse aí. Aí tem o

— Que você conecta no aqui no no frasquinho, né? Você

— Dá uma furadinha aqui

— E ele fica pinchadinho.

— Preciso fazer com luva.

— É o mais ideal, né? ou se tiver com a mão higienizadinha direitinho.

— E aqui também é a pontinha de proteção, que é onde encaixa na sonda.

— Isso. E aí esse bico escalonadinho é para servir em vários tipos de de de sonda, né? Ou a gastrostomia.

— É, sim. Sim.

— E aí você goteja. Aí a gente sempre fala uma gotinha por segundo, então você pode ver no relógio. Então a o o mais ideal, né? E essa dieta passar entre 1 hora30, 2 horas. E a posição desse

— Esse paciente tem que ficar sentado ou com ou um pouquinho com a cabeça elevada, né? E o ideal é que ele fique depois que passa a dieta, depois que termina, ele fique por 30 minutos ainda nessa posição, nesse decúbito

— É lembrar que ninguém come deitado. Então é a mesma situação. O paciente está no horário dele de se alimentar. Então ninguém come deitado. Eu não como deitado, você não come deitado. Então tem que ficar atento com isso

— E manter ele sentadinho decúbito elevado e se for numa cama elevar a cabeceira da cama. Se for sentado é

— E o ideal é que assim 30 minutinhos ainda continue assim até fazer toda a

— Uhum. E depois que fez que infundiu tudo, lavar bem essa essa sonda, esse Aquela mesma solução que a gente usa para para lavar frutas, verduras, a gente pode utilizar para lavar, né? Ah, isso, hipoclorito. Aí você pode, usar para lavar o o equipo e o frasquinho, mas assim, o ideal é trocar todo dia e no máximo, no máximo de três a quatro dias,

— O frasco e o equipo, ó. Frasco, porque você corre a água, você corre uma dieta e depois você corre um frasquinho de água. Então você utiliza dois frasquinhos ou coloca água no mesmo frasquinho. Pode ser também.

— Também pode. E água também pode ser dada por seringa, né? Se você der água com jatinho de seringa, até às vezes melhor, porque você já consegue limpar o equipo.

— Limpar o equipo. É importante porque fica resíduo da dieta e colaba aqui nas paredes, forma aquelas rolinhas e

— Entope o equipo pode infectar, né?

— Criar bactérias aqui dentro porque alimenta comida repente uma um um uma pode ir pra sonda do paciente, né? entupir a sonda e tem que tirar a sonda. Aí é mais

— Dolorido pro paciente ter que repassar essa sonda. Com certeza.

— Então tem que ter muito cuidado com além da dieta com assunto. Não, eu sei que o custo de um não é só o custo da dieta, né? Porque esse paciente tá precisando de várias coisas, mas assim, é um material bem em conta, né? descartável, né? Deveria ser trocado várias vezes, então é é bom ter essa

— É, e se não puder trocar todos os dias? Dia sim, dia não, de três a quatro dias.

— É, e lavar bem. Importante é lavar bem.

— E falamos da dieta, falamos do equipe, falamos do frasco. Tudo isso o nosso ouvinte, ele encontra na rede pública?

— Encontra. Ele encontra sim. Ele geralmente o profissional nutricionista do nutrólogo, médico, ele preenche um requisito e ele tem direito sim a tirar na rede pública,

— Tá? Aí a aí são marcas variadas. É aquí depende o o que ganhou na licitação, né? Então, geralmente tem uma várias opções assim, mas é interessante você a gente saber que dieta enteral, por exemplo, a prescrição dela é sempre assim, dieta normocalórica, normoproteica, hiperproteica. Então, todos os laboratórios costumam ter todos os tipos de dieta, né, de tipo similares assim. Então você consegue pegar na rede pública sim.

— E na rede pública pode demorar um pouco para pra liberação, mas ele consegue mesmo que ele faça a compra o mês, os meses seguintes, às vezes o que que acontece? A rede pública não não libera a quantidade que ele precisa e aí ele precisa fazer uma comprinha do da de

— Uhum. Uhum. E não esquecer, falamos da dieta, mas da hidratação. Sim. muito importante, muito importante, muito importante, porque e assim a gente tem que fazer o cálculo mesmo da hidratação. É aqueles 30 ml por kg de peso também, como a proteína a gente calcula de 0,8 a 1,2. De hidratação também a gente calcula 30 ml por kg de peso. Não é só passar uma seringa, depois tem que no mínimo dois, é difícil dar menos de 2 L de água por dia.

— Ah, tá.

— Então é importante fazer sim esse, esse controle. Uhum. E o acompanhamento do profissional faz toda a diferença.

— Com certeza. Com certeza.

— Como a nutrição impacta diretamente na qualidade de vida do idoso?

— É, na verdade sim, é, não é depende, né? No uso da suplementação é tudo, né? É aquele idoso que vai estar mais animado, é aquele idoso que vai ter uma força para levantar de uma cadeira, né? É aquele idoso que que vai est mais animado tudo isso, né? E e no caso da dieta enteral é realmente a sobrevivência dele, né? É uma, tem que considerar que ele precisa daquilo para

— Passou aqui pela minha cabeça agora, Janaina. o paciente quando ele inicia com uma dieta enteral, ele tem diarreia.

— Alguns casos tem diarreia e diarreia

— Ah, é verdade. A gente é legal falar disso, né? Porque que que as preocupações são da dieta da temperatura, né, que é interessante que a gente não pode dar, não pode dar nem quente nem frio, não pode passar a dieta muito rápido, né? E também tudo isso pode causar diarreia no paciente.

— Uhum. e aí o o tanto constipação quanto diarreia, né, são os maiores os maiores problemas, assim, mas aí tem que perguntar pro profissional nutricionista por exemplo, se não tá sendo a dieta adequada que esse paciente precisa, se ele tá com muita constipação, então mudar para uma dieta que tenha fibra, se ele tá com muita diarreia, tem dietas que são para controle de diarreia mesmo. Então, de repente, você usa lá por cinco a 7 dias a dieta para controlar essa diarreia e depois continua com a dieta que tava.

— De repente precisa de um uso de um probiótico, então alguma coisa que precisa complementar, porque a gente sempre tem que pensar que é um paciente que não deambula, né? Então, tem mesmo essas ou geralmente constipação ou diarreia, um quadro

— Mais comum. É, e eu já vi casos também do paciente entrar numa diarreia intensa e a família diminuir por conta a dieta para que não tenha muita diarreia, para que não tenha muitas trocas de fralda, para que não suje muito a roupa,

— Mas fica claro que está acontecendo alguma coisa e que ele precisa de uma avaliação ou para diminuir de fato essa dieta ou para trocar ou à muitas vezes é o início da da dieta que altera a flora, altera, né? até se acostumar, né,

— Até se acostumar. Então, a boa avaliação com o especialista adequado faz toda a diferença e precisa acontecer.

— E constipação é muito e acontece muito por causa da falta de água, né?

— Falta de água.

— E quando tem a gastrostomia, a GT ou jejum, mais a gastro,

— Tem muitos gases.

— Acho que na verdade o paciente acamado, né? Tem muitado, tem muit da movimentação que tem,

— É, da falta de movimentação, né? Então,

— Ah, tá. Uma boa nutrição interfere em força, disposição e cognição.

— Com certeza. Com certeza. A

— A falta de uma boa nutrição vai causar todos esses problemas. Com certeza. Sim.

— E o que ainda é pouco conhecido no envelhecimento, conhecido, compreendido nessa alimentação, no envelhecimento.

— É, eu acho que na verdade é a gente se adaptar à realidade que a gente tá vivendo, né? Então, saber que a gente já não consegue, consumir tudo que a gente consumia antes, de repente a gente já tem uma digestão mais lenta, então dá preferência para aqueles alimentos de qualidade, né? Então, pensar sempre numa alimentação balanceada, numa alimentação ideal. Então,

— Por exemplo, idoso, que não tá conseguindo sentir muito paladar, vai preferir: "Ah, eu quer comer um docinho, quer comer uma coisinha". Mas eles vão muito beliscando, né? É,

— Então aí eles esquecem do da alimentação boa ali, né, da alimentação que vai nutrir o corpo dele, né? Porque alimentação é isso, você não pode só pensar no prazer, né? é para nutrir seu corpo, para deixar a qualidade de vida, para te deixar bem

— Qualidade na qualidade desse alimento. as papilas gustativas elas também vão diminuindo a produção.

— A gente deve ter exemplos, né? Você vai na casa de um da sua avó, do seu avô e fala: "Nossa, avó, esse esse feijão tá super salgado". E ela tá falando: "Não, nossa, tá ótimo, né?" E eu li esses dias ou escutei, não me lembro muito bem, do doce. é o último, é a papila do doce é a última que é perdida. Então, por isso que intensifica muito o consumo, consumo abusivo de doce na no envelhecimento e aí aumenta

— Outras questões, diabetes,

— Se você pudesse deixar uma mensagem hoje pros nossos ouvintes sobre a alimentação, sobre a suplementação e sobre a dieta enteral,

— Tá? eu penso assim, alimentação é uma coisa muito importante, é um cuidado, a gente tem que sempre focar nisso. o seu paciente, ele tá precisando de você, ele tá dependendo de você para essa alimentação. é não achar que a alimentação, que a dieta enteral é um bicho sete cabeças. No começo você vai se atrapalhar um pouco, é, você vai ficar um pouco preso, né, nesse nesse momento, vai achar que é uma é uma coisa complicada ali, mas vai seguir o fluxo depois. Tem que pensar que da mesma forma que você alimentava por via oral, a alimentação enteral é uma uma alimentação como qualquer outra, né? Então tem, a gente tem que ter essa visão de que a gente tem que ajudar e tem que se alimentar bem isso aí para sua longevidade, pra qualidade de vida.

É muito importante.

— Envelhecimento saudável.

— Isso, envelhecimento saudável. E assim, eu acredito muito na suplementação. Então, começou lá a partir dos 40, 50, todo mundo suplementando aí.

— É, é. Eu sou eu sou um

— Uma adepta.

— É. É arriscado falar porque eu acho que muda a vida, muda a vida. Te dá mais energia, muda tudo. Você tá nutrindo o seu corpo, né, com coisas boas.

— Isso, exatamente. Muda cabelo, muda pele, muda tudo.

— Tem tudo. Com certeza.

— Obrigada por essa conversa.

— Foi muito importante,

— Onde nós aprendemos, eu aprendo bastante, nossos ouvintes também aprendem bastante.

— Tá ótimo.

— Teremos mais episódios como esse.

— Legal. Obrigada. Muito obrigada. Cuidar da alimentação também é cuidar da dignidade, [música] porque nutrir alguém vai muito além da comida, é sustentar conforto, força [música] e qualidade de vida. Se esse episódio fez sentido para você, compartilhe com alguém que precisa ouvir isso e acompanhe o viver mais, cuidar melhor nas [música] nossas redes sociais. Obrigada e até o próximo episódio do Viver Mais, Cuidar Melhor.

Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individualizada.

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