Não é a idade que tira a força do idoso. É parar de se mexer.
Com Kleber Rocha, profissional de educação física · Instagram

O profissional de educação física Kleber Rocha explica por que parar de se mexer, e não a idade, tira força, equilíbrio e autonomia do idoso. A conversa trata de exercícios possíveis em casa com orientação, dor e medo de se machucar, o papel da família e por que nunca é tarde para começar.
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Transcrição automática do áudio, com correções pontuais de nomes e termos. O travessão marca a troca de quem fala.
Olá, seja muito bem-vindo ao podcast Viver Mais, Cuidar Melhor. Este é espaço de conversa, reflexão e informação sobre envelhecimento, saúde, cuidado e qualidade de vida. Aqui acreditamos que envelhecer é um processo natural e que o cuidado, quando feito com conhecimento, planejamento e humanidade transforma histórias, famílias e trajetórias. Eu sou Andréia Teodoro.
— E eu sou Monique Antelmi. Somos enfermeiras e atuamos há mais de 25 anos no cuidado ao paciente, seja no hospital ou em casa, na gestão em saúde e na formação de profissionais. E hoje vamos conversar sobre um tema essencial para quem cuida, para quem é cuidado e para quem quer viver mais e melhor. E hoje recebemos um convidado muito especial, Kleber Rocha, profissional de educação física com mais de 14 anos de experiência, atuando com fortalecimento, emagrecimento e hipertrofia, sempre com foco na saúde, funcionalidade e qualidade de vida no envelhecimento. Seu trabalho é voltado especialmente para a terceira idade, respeitando limites, histórias e condições individuais, mostrando que movimento não é performance, é cuidado. Kleber, seja muito bem-vindo. É um prazer ter você aqui conosco.
— Andréia Monique, um prazer estar aqui com vocês. Obrigado pelo convite para um assunto assim, um tema que é muito enriquecedor nos dias de hoje. Bé, é um prazer te receber.
— Prazer. Vamos começar nosso papo falando por que é importante no processo de envelhecimento nós estarmos em
— Olha, no processo de desse envelhecimento, estar em movimento é muito importante para que você consiga ter uma qualidade de vida num ganho de de fortalecimento, partir de equilíbrio. E envelhecer bem é fazer isso. Tem que manter-se ativo o tempo inteiro. é subindo as escadas, é necessário para que você consiga ter essa questão de de desse fortalecimento e independência.
— O movimento impacta apenas o corpo ou também a saúde emocional e mental do
— Ah, tem um grande impacto, sim, Andréia. Principalmente assim, tem muitos idosos que com o passar do tempo eles vão se limitando até na parte social. Isso,
— A questão de socializar com as pessoas, ele acha que está incapaz de estar se inserindo na sociedade, porque ele fala assim: "Poxa, eu já não tenho mais a mesma dinâmica, a mesma força, então eu preciso me manter recluso, meio que como se fosse um uma vergonha por não desenvolver o mesmo papel que ele tinha na juventude." por conta de algumas limitações. Isso pelas limitações naturais, seja no caminhar, na na marcha. É como eu costumo falar
— Pra minha mãe, mantenha-se ativa. Ela se socializa com as amigas, ela vai na casa de uma, vai na casa de outra.
— E essa parte dessa
— Essa socialização que ela tem com as pessoas, mantém ela sempre mais assim empolgada a viver mais.
— E ela se sente mais forte
— Sempre. Todas as vezes assim eu falo assim: "Como que você está?" Ela, eu estou ótima, porque ela caminha muito, ela anda, vai na casa das amigas, ela trabalha. Então assim, fazer isso, mantém ela, a parte emocional dela, assim, sempre em dia.
— E se manter em movimento relacionado com a independência no dia a dia, certo? Certo? Ela assim é uma é manter-se independente para você fazer tudo. Eles precisam seguir a vida e você imagina você acabar envelhecendo e se sentir limitado e dependente de alguém para E é o que eles têm que fazer, é pegar, manter-se sempre livre para poder ir ao mercado, para poder ir pra rua, para poder sair e ter a sua independência como sempre teve.
— Mesmo que isso seja mais devagar. mais ponderado, mas que se mantém ativo.
— Sim, precisa. Não vai ter um a mesma dinâmica que tinha quando jovem, mas é como eu costumo falar pro meu aluno, faça no seu ritmo, é o seu tempo. O importante é não parar. Mantenha-se fazendo, movimentando-se.
— E o que costuma acontecer primeiro? A pessoa para de se movimentar ou começa a perder a autonomia? O que vem primeiro? Primeiro ela para de se movimentar porque ela vai perdendo a sua autonomia.
— E com isso ela ela vai deixando de fazer coisas que ela fazia no seu dia a dia
— Então a falta do movimento traz a perda de autonomia do idoso. E o que acontece com o corpo quando a gente para de se
— Olha, há uma perda de de massa muscular do fortalecimento. Fazendo, havendo essa perda, ele não tem mais o mesmo equilíbrio que ele tinha. Então, parar de se movimentar, ele não vai trabalhar mais a parte cardiovascular dele. Então, ele vai cada vez mais se limitando dentro da questão de da de estar ali parado e estacionado assim sem
— Existe uma diferença, Kleber, em atividade física? Ir pra academia ou os ou as atividades do dia a dia? Tem uma diferença. Eu preciso ir paraa academia ou eu não consigo ir à academia. O que que eu posso fazer dentro de casa? Tem alguma atividade que esse idoso precisa fazer? Muitas pessoas não têm como ir,
— Por questões financeiras, sociais, precisa de companhia para ir. O que fazer se ela não pode ir? Quais são os exercícios que ela pode fazer no dia a dia? Olha, além de fazer a sua caminhada, eu falo assim, sempre usar tudo que a natureza ela te coloca, tudo que o ambiente te proporciona, é uma escada, é uma cadeira, n? Ela não pode ir numa academia, mas ela pode fazer ali e 20, 30 movimentos de estar sentado e se levantar da cadeira. Isso já vai fazer com que ele se tenha força, ele ganha força nos membros inferiores, que é o importante para que ele possa impedir de cair. Ele vai tá andando, então ele vai ter força, ele não vai ser um idoso que vai, ele tá fraco, ele tá andando numa calçada, ele cai.
Então ele vai manter o corpo ativo para manter o equilíbrio. Ele pode fazer um fortalecimento de membros superiores até um balde que ele tenha.
— Uhum. Mas ele precisa de uma orientação,
— Sim. É isso. Ele não pode pegar vídeos na internet, ele vai conseguir desenvolver uma atividade adequada,
— E segura, né? Acho que primeira segurança, né? né? Segura não
— Porque ele não vai ele não vai entender o movimento que ele precisa fazer
— O o ângulo que ele vai usar, porque alguns idosos têm algumas limitações
— Articulares. Então, com um profissional ali auxiliando, aí eu consigo ver o quanto ele pode fazer, de qual maneira que ele pode fazer ali um movimento de uma extensão, de uma abdução para fazer esse fortalecimento
— Até o peso que ele pode aguentar, né, Porque assim, eu me preocupo com esses idosos que não têm a informação, não sabe onde buscar a informação e vive com a internet, você sabe o jeito que tá, né? Com vários vídeos, várias informações, várias fake news.
— O que fazer nesse caso? Olha, hoje a internet ela abriu um espaço para muita gente. Tem muito profissional capacitado para mesmo de forma virtual tá ensinando. É o que tem que fazer é
— Ter o uma rede de apoio. São filhos, netos. tá sempre vendo assim o que ele vai consumir ali daquele exercício, o que pode ser retirado para ele
— E tá sempre ali auxiliando, monitorando, porque é como você falou, a internet tá aí,
— Tem um monte de profissional que tá falando que faz e que acontece e vai acabar trazendo uma lesão para esse idoso, onde indivídu de ajudá-lo,
— Vai piorar a situação dele.
— É, eu acho que a a internet ela ajuda
— Né? Tem os dois lados, né? Tem os dois lados, os extremos, né? pro bem e pro mal. E tem o o que mantém a gente o que neutro nessa posição que a gente pode ou não, a gente tem capacidade de falar. Às vezes eu também me engano, né? Isso aqui vai me ajudar, mas às vezes tá me prejudicando. Então tem o bem e o mal da internet. Resta saber, né, ter essa rede de apoio que você falou para est sempre ali orientando, verificando se realmente aquilo não tá fazendo mal para ele. E o próprio médico, né, também orientar. Se o médico tiver essa interação quanto a a maioria tem hoje em dia, a maioria já contempla o exercício físico como uma prescrição, né?
— Sim, muito.
— É, e aí ele mesmo também pode orientar e seguir com acompanhamento médico, caso ele não tenha condições de ter um educador físico, um outro profissional ali para propor, para prescrever esses exercícios, né?
— E hoje também temos assim muitos lugares onde proporciona atividade física e a coletiva para idosos. Isso é um é um projeto muito interessante que muitos bairros, né, mais distantes para pessoas que não têm essa condição de estar pagando um profissional para estar exclusivamente com ele, mas tem grupos que monta profissionais ali de educação física que vai montar grupos de 15 a 20 idosos para
— Fazer atividade física, seja numa praça, seja num pátio de uma escola. Custo,
— E isso vem crescendo cada vez mais.
— Estacionamentos de shopping
— De terceira idade.
— Eu acho super interessante porque tem muita gente precisando.
— Mas também tem muito profissional que tá querendo fazer e tá meio que limitado às vezes até mesmo pelo próprio sistema que
— Ao espaço físico, né, que
— Que as pessoas associam exercício somente academia, né? Não, e não é. Hoje você pode pegar um grupo com 20 idosos, por exemplo, com um cabo de vassoura e uma latinha de 1 kg, você consegue fazer uma atividade para ele de 15 a 20 minutos, onde você vai fazer com que ele trabalhe a questão de propriocepção, fortalecimento, equilíbrio.
— Então, assim, que cresça ainda mais, porque os idosos precisam disso.
— É. E como mudar a mentalidade de quem acredita que exercício só faz sentido, só tem efeito se ele for de alta Tem isso, né?
— Tem muito que eu encontro
— E acaba se lesionando, né?
— Eu encontro muito na na nas academias as pessoas que buscam
— Só sobrecarga, não pensam em performance. E não é só isso.
— Hoje você busca um um treinamento para melhorar sua qualidade de vida. é você hoje buscar se fortalecer para envelhecer bem.
— E dentro do âmbito de, vamos se dizer, de uma academia, hoje tem muitas pessoas se lesionando por pensar assim: "Eu preciso pôr peso para estar forte". E não é isso,
— É são ângulos, são movimentos. O exercício com o peso adequado, com o ângulo correto sobre uma orientação, ele vai estar muito mais forte. ele vai conseguir ganhar mais força do que carregando peso, que ele pode fazer uma lesão de ligamento, de tendão ou uma torção que vai afastá-lo da atividade
— Exatamente. Exatamente. Exatamente. Vai prejudicar, né, de uma coisa que seria tão favorável.
— Sim. E hoje tem muito porque infelizmente assim acontece de das academias não, e do dos próprios parques é alguns que tem não estarem preparados para atender esse público da que é da terceira idade aos idosos.
— É, o objetivo é manter a funcionalidade, né, e não prejudicar sim
— O o processo.
— E nisso tudo a dor impeditivo, mas ela é um sinal para parar de fazer exercício
— De maneira alguma. O que eu costumo fazer e oriento algumas pessoas, você tem a dor, é diagnosticar o porquê. essa pessoa chega com um laudo médico, uma prescrição sobre as limitações que ela tem questão de ângulo ou sobre impacto. Dentro dessas informações das quais eu vou perguntando e colhendo para que eu consiga ter um uma fazer uma anamnese desse desse idoso, é fazer o que eu posso fazer para fortaleccê-lo com essas dores que ele tem. Vou fazer adaptações, vou fazer com que ele consiga exercitar aquela região que ele sinta a dor, vou fortalecer os músculos que estão em volta daquela dor. Muit das vezes eu consigo até minimizar essa dor em 50%. E acontece assim muito de não sentir mais dor, não ter mais, porque eu consegui fortalecer o grupo muscular que envolvia aquela lesão ou
— Questão ligamentar que muitos têm. algum vezes cai, sofre uma cirurgia de ligamento, por exemplo. Então eu vou fortalecer os músculos ali para que ele não use mais aquele ligamento como chave principal, que o que ele tem que usar é um músculo. Então faz as adaptações corretas, que não há uma necessidade, ah, sentir dor eu vou parar. Não, não, eu não vejo, não é o impeditivo para que você pare uma atividade física. Aí você tem que conversar muito também com esse seu aluno, porque parar por dor ou parar por medo, às vezes ele tem medo da dor e para,
— Né? Tem medo de ter dor ou de estar com dor naquele momento e para. Então tem todo um trabalho também psicológico ali que você acaba fazendo com ele, né?
— Sim. Sim. Porque quando ele chega e fala assim: "Ah, não quero fazer tal exercício, ele ele se limita a fazer aquele exercício com medo de sentir a dor. Mas muit das vezes você precisa trabalhar aquela dor ali em cima daquela dor para que você consiga se recuperar daquela lesão.
— Então, vai ser necessário fazer o treino, vai ser necessário fortalecer. Quanto mais parado ficar, aquela lesão, ela vai ir só progredindo.
— E é nesse fortalecimento que você consegue diferenciar dor que é relacionada a uma lesão ou uma dor de muito tempo parada, um sedentarismo prolongado e que de repente começa a fazer atividade.
— Acontece isso acontece muito. As pessoas chegam e falam assim: "Ah, mas eu senti dor fazendo a atividade X". Aí vem do profissional perguntar: "Essa dor é uma dor muscular?" fazer um um diagnóstico ali, essa dor é muscular, é articular e você vai tateando ali para que a pessoa não tem a informação que nós temos sobre a estrutura do corpo.
— Então, precisamos ali orientar essa dor vem da onde?
— Aí, muitas vezes as pessoas chegam e falam assim: "Ah, mas eu não queria treinar porque eu tô com dor. Essa dor é do quê?" "Ah, mas me dói o músculo." "Ah, então nós vamos treinar assim." Então tá certo esse processo que tá acontecendo, você está evoluindo e o corpo é assim, é adaptativo e evoluímos em cima da da dor mesmo. É, e aí que fique muito claro, né, esse paciente que você falou, o paciente que sai de uma recuperação pós-cirúrgica, que teve uma fratura, que teve uma queda e agora ele precisa fazer o fortalecimento desse músculo. Fica claro, ele vem com uma indicação médica, né, onde o médico, após a avaliação dele de fisioterapia, de todo o processo pós-cirúrgico para que ele consiga manter, né, essa essa nova adaptação, se reconstruir novamente, porque vem os os medos da nova queda, tudo isso, que fique claro que depois que ele tiver a alta de tudo que precisas ser feito depois desse pós cirúrgico, ele entra aí numa engrenagem para se manter ativo.
— E aí que gera o medo, né, a insegurança. Você tem que trabalhar tudo isso, né? Quando chega para você já é pósalta. E aí você faz toda essa análise criteriosa e propõe os exercícios. Não é o médico e não é o é o médico às vezes te manda prescrição de exercícios ou não. A prescrição é sua.
— Não. É a prescrição vem de um médico, de um fisioterapeuta que ele já passou. Ele passou, só que ele ele muito mesmo ele chegando com esse laudo, com tudo pronto, ele fala: "Mas eu tenho medo".
— E se eu me machucar de novo?
— Aí entra a parte em que você tem aquela capacidade de entender, de fazer a leitura de um laudo médico.
— Uhum. Sim. que é muito importante, gente, profissional de educação física, vamos aprender laudo médico, vamos aprender ler exame, entender, fazer a interpretação do que o médico te passou, porque só ali se formou e passar exercício é fácil,
— É você trabalhar com idoso. Muitas pessoas têm medo de trabalhar com idoso porque fala assim: "Eu não vou pôr peso para ele."
— "Não vou".
— E se eu machucar? Falta de conhecimento.
— Uhum. Você precisa fazer com que ele se fortaleça. Então assim, chegou o laudo bonitinho, o que eu faço com isso? Ah, eu tenho dor, eu vou adaptar. Vamos fazer uma flexão de braço. Até onde você consegue fazer essa flexão que você não sente dor? Até aqui eu consigo. Vamos trabalhar dali. Vamos partir desse princípio. Dali eu já começo a aumentar, melhorar os ângulos para fortaleccê-lo ainda mais.
— Uhum. A adesão desse desse aluno no tratamento, a adesão dele nessa não seria uma terapia, mas nessa atividade física, ele adere facilmente ou não? É muito treino, é muita conversa, tem também toda sua parte de convencimento, né, no bom sentido de que vai ser bom para ele.
— Quando que ele engrena, assim, como quando que ele engrena e tá sentindo que tá fazendo um bem para ele? a partir do momento que ele ganha confiança do profissional com que ele tá trabalhando.
— Profal, é sente melhora no corpo também, né? Essa relação é uma conexão é uma conexão quando você encontra com esse idoso, com esse paciente, quando ele chega assim com medo, ele tem receio, é um mundo novo para ele.
— Se ele não ter essa primeira conexão de confiança, ele tem que entender que aquilo ali vai ser bom para ele. E o profissional passa. E por isso que eu falo assim, é mais conversar do que até mesmo a atividade física. Muit das vezes, primeiro você precisa fazer com que ele entenda o quanto é importante e você precisa passar essa veracidade para ele, para que ele não, ele sabe o que ele tá fazendo.
— Principalmente se ele vem de um processo que cirúrgico por conta de uma queda.
— Sim, sim. Isso aí é muito importante, que aí ele fala assim: "Não, eu vou me machucar de novo, eu não quero, não quero mais sentir dor".
— Uhum. É que só ele sabe o que ele passou, né? E não é fácil.
— Não é fácil. E existe diferença entre quem já pratica muito mais tempo a atividade física e quem começa numa idade mais avançada. O paciente ou o aluno chegou para você com 70 anos
— Para iniciar uma atividade física que nunca é tarde, né?
— Nunca é tarde.
— E aquele que já vem praticando há muitos anos, desde os 30 a 40 anos, existe uma diferença? É nítido isso? Existe, existe sim uma diferença. A pessoa que já tem uma vida com atividade física, como tratamento, um tratamento precoce, a atividade física é isso,
— É um tratamento para que você venha chegar aos 70 já bem, mas assim, nunca é tarde para começar. A pessoa chegou ali com 70 anos, ela vai ter algumas limitações, mas o corpo é altamente
— Uhum. Só que ele vai chegar, o tempo de resposta para ele é um pouco mais
— É um pouco mais lento. E o que acontece muit das vezes não terem a paciência para entender isso. Éonde você vem com a questão de mostrar para ele, falar: "Olha, você vai conseguir, você tá chegando com 70 anos. Ah, mas eu não tenho mais idade para isso. Tem o que um jovem demora 6 meses, você vai levar 7, 8 ou 12 meses, mas você vai alcançar.
— E sempre tem respostas significativas assim que depois eles falam: "Por que eu não comecei antes?"
— E quais os primeiros ganhos que a pessoa percebe quando ela volta a se movimentar de maneira arregrada, disciplinada, orientada? Olha, posso te dizer que a primeira coisa que muda assim é a parte é entender que ele tá vivo pro mundo. Olha que ele chega assim, ele
— Mais do que o reflexo no corpo. É o
— Isso o primeiro que tem é assim ele entender assim que estou vivo, tô aqui
— E é e sou capaz.
— Isso e sou capaz. Aí quando ele vê que tá acontecendo as progressões, que ele tá conseguindo atender aquele exercício que ele achava que não era capaz, isso é muito motivante,
— Porque você vê no início ele meio que
— Preocupado, será que eu consigo?
— Só que passa três, 4 meses, ele mesmo já fala: "Eu não poderia fazer igual aquele ali?" [risadas]
— Uhum. Hum.
— Então assim, a parte psicológica que é tratada em cima, a confiança trazia essa
— Eu sou capaz de fazer.
— Eu tenho 70 anos ou mais.
— Mas eu sou capaz de fazer da mesma forma. O meu tempo é diferente, mas eu
— E e as academias tem muitos jovens, né? A gente se encontra com pessoas com alta performance, corpos maravilhosos, né? constrange um pouco esses idosos quando eles iniciam uma atividade física nas academias. Porque o que eu vejo, eu já vou, eu lançar outra pergunta, o que eu vejo? Muitos não vão, não querem ir, preferem fazer na academia do prédio com
— Por conta de encontrar essas pessoas mesmo, de se compararem, de não se sentirem confortáveis, né, em se misturar. Você percebe isso?
— Olha, hoje eu consigo perceber um pouco menos, né? já foi muito gritante essa essa essa timidez de chegar até um um lugar onde as pessoas ali tão trabalhando alta performance é o que a maioria procura. Eu falo assim, gente, o dia que vocês entenderem que a atividade física não é apenas o corpo,
— É Uhum.
— Vocês param de de fazer tanta força
— Sem necessidade.
— Uhum. Então, quando eles chegam lá, eles ficam meio assim receiosos com aquilo. Mas isso foi se quebrando. Por quê? Com a tamanha informação que temos hoje, deveríamos ter mais. E, infelizmente, ainda há um espaço a ser coberto. Eles começaram a entender a necessidade. Eles começaram a entender porque ele tem um vizinho que foi fazer e ele viu a melhora, é, é, é perceptível. Então aquilo já começa a quebrar essa
— Que tem muitos que falam assim: "Eu vim aqui é para isso mesmo. Eu vim para treinar e ver gente bonita.
— E vai e acaba incentivando eles. Motiva,
— É um isso motiva.
— Então assim, hoje ainda existe algum algumas barreiras. tem, mas às vezes o que eu percebo assim que são impostas pela própria pessoa por questões até de cultura. Uhum.
— Como às vezes eu converso com alguns idosos, eles falam assim: "Ah, mas na minha época não tinha isso, eu não sei nem que que que vou que eu vou fazer lá". Aí é entra a questão da orientação.
— Uhum. Então, vem diminuindo bastante. Eu espero que cada vez mais isso vai chegar um tempo assim que você chegue na academia 6 horas da manhã lá, 70% seja dos idosos se cuidando.
— Você acha que as as academias estão preparadas ou estão se preparando para isso? estão se preparando, não estão preparando ainda, é, ainda tem um um caminho a percorrer.
— Assim, já melhorou muito.
— É o que eu disse, ainda tem profissionais que têm medo de de tratar com idoso, mas é até muitas das vezes por falta do conhecimento.
— Eu quando eu procurei a graduação de educação física, eu falei assim: "Eu quero trabalhar com pessoas que realmente precisam".
— Aquelas que necessitam de ajuda, porque o jovem ele já sabe o que fazer. Você põe em peso, ele vai fazer. Mas e aquele que precisa de orientação, que precisa de cuidado,
— Esses são os mais carentes, porque você olha assim, meio que são meio deixados de lado. Por quê? Pelo medo de atender.
— Então, fala assim, pessoal, se capacitem, porque tem muito idoso precisando de ajuda. Sim,
— Muito idoso.
— Nesse processo, qual é o papel da família, de um cuidador, para estimular a atividade física desse idoso? Olha, é muito importante porque eu vou citar até um exemplo de um aluno. Ele necessitava, ele chegou com um laudo médico em que ele precisava se limitar a Então ele falou assim: "Bom, é tudo que eu queria, né? Vou ficar no sofá assistindo televisão."
— O que a filha dele fez? Pai, vamos pra academia, eu vou com você, eu te acompanho, eu vou estar junto. Então, é muito importante com que a família esteja ali engajada a a mostrar, tá, o seu problema é ir sozinho, então eu vou com você.
— Mas ela se mantém hoje ainda,
— Ela se mantém. Eles vão juntos até hoje e se manter, né?
— Isso, porque ela depois acabou entendendo que estava fazendo bem para ela também.
— Ah, ela com certeza. Então assim, ela foi para incentivar e acabou sendo incentivada pelas melhorias que ela teve. Então, a família tem um papel muito importante, o cuidador, até mesmo quando ele tá dentro ali da da de uma residência cuidando de um idoso, fazer com que ele se exercite.
— Uma coisa assim que parece simples pra gente, mas o simples fato de você pegar um idoso, fazer com que ele levante da cama e caminhe até o portão para ver a
— Uhum. você já tá incentivando aí hoje você o incentivou para ir. Amanhã ele fala: "Vamos lá no portão para olhar a rua. Você já tá incentivando aqui que se movimente que já vai ter vontade de fazer. Então o papel da família e dos cuidadores principalmente assim é muito
— Mas a super proteção dessa família também dificulta, né?
— Atrapalha a funcionalidade.
— Atrapalhei muito porque aquele cuidado
— Ah, ele tá envelhecendo. Tira tapete da casa. Não deixa subir escada. Você tá limitando ele, você tá fazendo com que ele venha perder estrutura muscular, você tá ali fazendo evoluções de de doenças que ele pode ter, que se ele tivesse fazendo atividade física, ele não teria ou teria com um menos, vamos se dizer assim,
— Menos ajustes.
— É per confiança, né? Às vezes tirar o o a gente precisa avaliar riscos, né? Sim,
— O que aquele idoso naquele momento está correndo risco dentro de casa. Se tirar o o tapete e vai diminuindo o risco, você tira. Melhora a funcionalidade, talvez retorne com esse tapete, né?
— É nessa, nessa linha, né? Porque a gente não pode também ver o risco. Tem tapete, não tem barras de proteção, né? tem algo inseguro dentro daquela casa, mas ele ainda não faz atividade física, então ele está em risco. Então eu tiro tapetes, eu coloco as barras, eu coloco esse idoso para praticar, para fortalecer e aí eu repenso se eu coloco ou não, né? Se eu volto com esse tapete,
— Porque vai ser necessário, né? porque ele vai evoluir diante dos obstáculos que vão aparecer para ele.
— Nós temos falado muito com os nossos convidados sobre o cuidado mantendo a autonomia do idoso, que isso é importante, né?
— Sim. criar rotina, ajuda na adesão desse idoso, criar uma rotina na vida dele, ter horários para que ele vá a academia, horários para que o o profissional, personal, fisioterapeuta, o educador físico vá na residência para fazer a atividade física com ele. Tendo essa rotina, ele adere melhor a esse a essa atividade ou não?
— Porque a gente entende que
— Rotina é bom, por idoso, né? para alguns sim, para outros não, mas na sua visão, como educador físico, como educador físico de pessoas idosas, o que que você acha?
— Eu acho muito importante, eu acho que manter a rotina para ele é importante que vai manter ele ele ele as funções cognitivas dele sempre
— Preservadas. Então é necessário que ele tenha uma rotina, que ele saiba o que ele vai fazer, em qual hora vai fazer, que ele vai
— Trabalhando não só o corpo, mas a mente. Ele vai se sentindo ali incluso
— Dentro de um padrão, dentro de uma rotina do dia a dia.
— Eu acho que isso é para todo mundo, não é só pro idoso, né? Porque se a gente precisar ir pra academia e criar a rotina, a gente tem que pagar alguém que a gente sabe que alguém tá lá esperando, né? 7 horas da manhã e aí a gente [risadas] vai, né? Isso é criar uma rotina. Se eu não tenho ninguém me esperando um professor, um personal, não
— Vou deixando. Ah, hoje eu vou às 8, hoje eu vou à noite, ho vou de manhã. Hoje eu não vou, hoje eu não vou. Imagina pro idoso onde ele já chegou aos 70 anos, ele já fez de tudo na vida dele, já viu de tudo, já trabalhou. Aí ele fala assim: "Para que que eu vou,
— Né?" Então, colocando uma rotina de atividade, tendo incentivo, como falamos agora a pouco, da família, é importante que ele vai começar a enxergar aquilo de uma outra forma como essencial para que ele tenha longevidade.
— Ele começa pelo menos por uma vez na semana, né? Problema eu tenho uma paciente que ela faz uma vez por semana todas as consultas que vamos ao médico, o médico fala para ela, precisa aumentar mais dias. Não, dois dias ela já faça um, já tá ótimo. Então ela já vai, né, a força, né, fica difícil para eles, né?
— Sim. Essa resistência do do idoso muit das vezes é,
— Eu falo assim, atrapalha um pouco, mas assim, você vai uma vez, tá, eu vou extrair o seu máximo desse um dia dentro de uma adaptação.
— Com cuidado para não lesionar esse idoso. Então, assim, o que eu faço? Ah, você quer um dia só? Você só vai um dia? Sim, eu só vou um dia. Então, eu vou extrair o seu melhor para que esse dia venha valer a pena. Uhum.
— E você não pode ir um dia e passar exercício ou para pro cuidador ou para um familiar. Exercício que ele pode fazer quando você não está na
— Aquilo que for seguro. Sim. O que eu eu até citei agora a pouco, a a o cuidador ali, ele pode
— No dia a dia mesmo fazer com que esse idoso ele marche.
— Com que ele suba, que se um mínimo de um degrauzinho, mas que ele faça essa elevação, essa ele trabalhe essa flexão de joelhos e quadril ali para que ele possa fortalecer trabalhando até a parte do equilíbrio dele. Então dá para fazer muita coisa em casa. e levantar da cama da cadeira sozinho.
— Sim. É porque às vezes cria assim uma resistência, mas aí você pega, levanta só mais uma vez, ele vai falar: "Ah, não quero que eu cansei. Só mais uma".
— Amanhã ele tá fazendo duas.
— Então, dá para fazer muita coisa em Sim, passa assim algumas atividades adaptativas para dentro de uma residência que ou familiar ou o próprio cuidador pode sim estar auxiliando ele.
— Uhum. E a gente sabe, né, que tem todo um uma rede de profissionais para ajudar esse paciente, esse idoso, esse aluno, a parte da nutrição, que é muito importante, se ele não tá nutrido, ele não consegue fazer exercício, né? Por isso que vem e em especial essa consulta médica para que esse médico designe quais são os profissionais envolvidos nesse processo de manutenção, prevenção e cuidado com esse idoso, né?
— Que tem outros fatores também envolvidos. A educação física, a atividade física, ela é importantíssima em todas as idades, mas tem outros fatores também que a gente não pode deixar de
— De deixar claro e de observar isso no no
— É, até mesmo para um controle de
— Uma um controle de hipertensão.
— Você como educador físico, você busca todas essas orientações pro seu aluno.
— Sim. PR até mesmo assim quando eu vou sanar alguma algum questionamento de uma pessoa chegou e me perguntou: "Ah, o que que eu preciso fazer de de início?" Eu falei: "De início primeiro você vá um médico". Uhum.
— Faça todos os exames necessários, todas as questões
— Hormonais sua, vê o que que você tem. Depois você começa aí, depois você vai partiu daqui de um ponto, aí você vai começa a se alimentar melhor que aí a pessoa já começa a ter a perda de de peso, já controlou um diabete ou de um futuro diabetes. E você acha, tem algum exercício ideal para começar ou é começar, por exemplo, ah, é mais indicado a hidroginástica, um funcional, a musculação, natação ou o importante é
— O importante
— Buscar o que gosta, né?
— Isso. O importante é com que ele se identifique com algo.
— Ah, eu queria fazer uma atividade física. Não necessariamente você precise fazer a musculação idosa, ele precisa se Ah, eu gostei do pilates. É no pilates que vamos trabalhar.
— Ah, mas a hidroginástica é legal? A hidroginástica é muito legal. Trabalho, fortalecimento, equilíbrio, parte respiratória e a e a socialização entre eles ali. Porque, gente, as melhores festas é o do povo da hidroginástica. Se você tivesse que escolher, você que é educador físico, você transita aí por todas as especialidades dentro da sua profissão, né? Hidroginástica, futebol, qual é a melhor atividade pro idoso? Se você tivesse que escolher, seria a musculação
— Por conta dos músculos?
— Se eu tivesse que escolher, sim, a
— Por quê? Vamos pensar que você perca aí 1% ao ano de massa muscular em 20 anos. Olha o quanto você perdeu.
— Imagina que esse idoso nunca tenha feito A partir dos 40 anos, sabemos que já começamos a mudar nossas questões hormonais, metabólicas do corpo. Ali você já começa a numa decrescente.
— Sim. se ele não fizer a musculação para conseguir fazer essa estrutura muscular se desenvolver, não acho que eu não vejo como ele até mesmo praticar outras atividades físicas. Se ele chegar numa hidroginástica, ele não estiver forte, como que ele vai estar ali para se
— Uhum. Então, a musculação ela é muito importante. Você vai trabalhar dentro da musculação não só o fortalecimento, como o equilíbrio, a própria ele vai conseguir fazer todas as outras atividades. Então eu acho muito importante manter-se ativo dentro da musculação pro idoso. Assim, eu acho que isso é fundamental.
— E exercícios de pernas, né?
— Ah, quer viver mais? Tem que tem que treinar perna.
— Tem que treinar perna, né?
— Que muit das vezes a pessoa fala assim: "Ai, o meu pai ele caiu".
— Uhum. Ah, porque ele já tá velhinho. Falo não, é porque ele não tem músculo,
— Não tem força.
— Ele não tem força.
— Ele não conseguiu transpor um objeto minúsculo que tava na frente dele.
— Uhum. Uhum. E quando esse idoso precisa de atividade física, todos precisam, mas precisa de muito músculo. Existe também suplementação para ele? Você trabalha junto com o nutricionista para promover isso? Porque só o exercício também sem nada adianta. Olha só, o exercício sem nada já é um início, mas se ele conciliar com um nutricionista, com uma questão alimentar, uma questão suplementar, principalmente, hoje já sabemos aí que a a creatina é um suplemento excepcional, não para questões musculares, mas para uma poder reduzir o máximo de perda muscular que o idoso já tem e também já tem estudos falando sobre a questão cognitiva que é creatina. tá trabalhando. Então assim, quando chega para mim e fala assim: "Que que eu poderia tomar?" Eu fale: "Você não foi em lugar nenhum?
Não, toma creatina".
— Isso indica.
— Eu indico porê. Ele vai passar por um médico e aquele aquele médico ou nutricionista
— Que entender aquela necessidade, ele vai precisar. Acho que a é é uma é uma suplementação assim que é essencial para todos. Acho que é para todos.
— Isso é muito falado na internet, né?
— Sobre a creatina, sobre outros suplementos também. Essa é a minha preocupação com os nossos ouvintes, né, em buscar todas essas suplementações sem buscar o profissional profissional adequado para que ele oriente, para que se realmente ele é elegível, né, para aquele tratamento ou não. Então fica aqui a mensagem, né? Primeiro busca o profissional, vai por etapas, vai atrás. O sucesso é garantida, né?
— Tudo sempre, 100%. que o sucesso é Que mensagem hoje você deixaria pros nossos ouvintes, para quem tá aí planejando entrar paraa atividade física, para quem já faz, uma mensagem paraa família, incentivar esse idoso a buscar ajuda? Qual é a mensagem que você deixa aqui hoje nesse bate-papo espetacular? Olha, o que eu digo é: exercite-se o máximo que você puder. Não tem como você ter um envelhecimento saudável sem se exercitar. Apenas faça, procure algo que te faça bem, alguma atividade que venha te completar e preencher ali e faça. Exercite-se.
— Uhum. sem não tem muito o que dizer, a não ser mantenha-se ativo, movimente-se o tempo todo, o máximo que você puder.
— E que a família esteja sempre olhando assim, dando uma atenção a mais pros idosos, não é assim, ah, ele envelheceu
— Deixa ele quietinho, deixa ele de lado.
— Ele tem que ser visto, né? Ele tem que ser visto. Ele já fez muito, ele já prestou muitos serviços pra sociedade como um todo. Então, por que não cuidar mais deles?
— Incentivem, façam o melhor.
— Nunca é tarde, né?
— Nunca é tarde. Nunca é tarde para
— Uhum. seja com 40, com 50, com 60, com 84, como meu aluno começou,
— Apenas comece, que assim é uma mudança
— Em todas as as áreas assim pro idoso,
— Vai assim ficar com a autonomia dele assim, quando ele vê que ele é tá com autonomia para tudo, a autoestima dele já cresce também.
— Já sabe, né? É muito mais sofrido não
— É muito mais sofrido, dói mais não fazer. Ter uma velhice sem atividade física, ela ela vem cruel,
— Vem pesa mais,
— Vem com a dependência, pesações,
— Pesa mais e aí já tem uma queda assim, já tem a autoestima que já cai,
— Já fica ali totalmente dependente de alguém, seja para tomar um banho, seja para se levantar, né?
— Então assim, faça apenas. É o recado que eu que eu deixo para todo mundo. E se você filho, que tem um pai que tem alguma limitação, dê mais atenção para ele. Olhe para ele com outros olhos, porque um dia ele te ensinou a andar e por hoje você não ajudá-lo a andar sozinho novamente?
— Espetacular. Ótimo.
— Bom, obrigada por essa conversa, Kleber, pela sua participação aqui. Foi muito Acho que é um incentivo para todo mundo começar a se movimentar, né? muito.
— Se tem algo que fica desse episódio é que movimento é cuidado, [música] é autonomia e é qualidade de vida em qualquer idade. Até o próximo episódio do Viver Mais Cuidar [música] Melhor.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individualizada.
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A enfermagem da EPAD conversa com a família e monta o plano.