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Podcast Viver Mais, Cuidar Melhor · 12 mar 2026 · 70 min

Seu pai ou sua mãe parou de comer… e o motivo pode não ser o que você imagina

Com Cristina de Almeida Prado Corrêa, nutricionista · CRN-3 7698 · Instagram · Site

A nutricionista Cristina de Almeida Prado Corrêa explica o peso da alimentação no envelhecimento: proteína distribuída ao longo do dia, hidratação, um prato equilibrado e sinais de alerta. Muitas vezes o idoso come menos por dificuldade de mastigar ou porque não quer comer sozinho.

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Transcrição automática do áudio, com correções pontuais de nomes e termos. O travessão marca a troca de quem fala.

A alimentação diária influencia diretamente a autonomia, a qualidade de vida e a forma como envelhecemos.

— No envelhecimento, a nutrição deixa de ser apenas hábito e passa a ser estratégia de saúde.

— Hoje vamos falar de nutrição de forma prática, acessível e conectada com a vida real. Seja muito bem-vinda ao podcast Viver Mais, Cuidar Melhor. Este é espaço de informação e reflexão sobre o envelhecimento, a saúde e a qualidade de vida. Acreditamos que envelhecer é natural e que o cuidado, quando feito com conhecimento e humanidade transforma trajetórias. Eu sou Andréia Teodoro.

— E eu sou Monique Antelmi. Somos enfermeiras com mais de 25 anos de experiência em assistência, gestão e formação em saúde. E hoje vamos conversar sobre um tema essencial para quem quer viver mais e melhor. Para essa conversa, recebemos a nutricionista Cristina de Almeida Prado Corrêa, com mais de 20 anos de experiência, clínica e atuação focada na nutrição para o envelhecimento saudável, promovendo autonomia, prevenção de doenças e qualidade de vida por meio da alimentação. Cristina, seja muito bem-vinda. É um prazer tê-la aqui conosco nesse momento de tanta experiência, poder levar pros ouvintes tudo que diz respeito à alimentação e alimentação saudável. Eu que agradeço o convite de vocês. É um prazer tá aqui, né, falando de um assunto que eu adoro, que eu trabalho muitos anos, né, trazendo um cuidado especial, né, de um prazer que é se alimentar, né, que eu acho que esse é importante a gente se alimentar bem com prazer, né?

— Com certeza.

— Então, obrigada novamente.

— É um prazer te receber, Cristina. pra gente já começar o bate-papo, quando falamos de envelhecimento, qual é o peso real da alimentação nesse processo? Olha, o peso, na minha opinião, né, e na minha experiência, enfim, é muito significativo, né, é um peso importante, né, além dessa questão do prazer que a gente tem no alimento, né, que envolve toda a parte emocional, toda a parte de história da pessoa, né, que vem com hábitos familiares. Então, o envelhecer saudável, né, tá muito relacionado a uma boa alimentação, né, a escolhas corretas ao longo da vida toda. Então, a pessoa desde que nasce ela tá envelhecendo, né? o envelhecimento mais forte ou menos forte ou mais importante ou menos importante, mas a pessoa a partir do momento que ela vem, né, ao nascimento, ela tá criando uma história e essa história ela vai ser refletida ali na frente, né, quando realmente a queda do envelhecimento acaba sendo mais forte, né?

E existe uma relação direta da entre a alimentação equilibrada e a preservação dessa autonomia.

— Sim, importantíssimo,

— Né? de acordo com as nossas escolhas ao longo da vida, a gente vai preservar a nossa massa magra, a gente vai preservar nossa saúde, vai ver o envelhecimento, né, celular, daí falando internamente, então evitando várias doenças que acabam causando uma piora na autonomia, né, das pessoas.

— Então, aquele idoso que nunca fez que muitas vezes teve dificuldade na alimentação em vários sentidos, né, ele acaba tendo uma dificuldade maior de e autonomia nas pequenas atividades do dia a dia, né, no cozinhar, no ir a um supermercado e cuidar de si próprio, né?

— Uhum. Com certeza. Pensando nisso, quais são os nutrientes que merecem mais atenção com o passar dos anos? Olha, é importantíssimo o consumo da proteína, né? Isso é uma coisa que assim, eu sou formada há muitos anos e e a questão da proteína veio mudando ao longo dos anos, né? Então, uns anos atrás a gente achava que o idoso não precisava do consumo da proteína. E hoje a gente sabe que a proteína ela é muito importante na fase, né, avançada

— Da construção e da manutenção muscular

— Muscular, né, da massa magra, além do estímulo do exercício, o consumo e esse consumo distribuído ao longo do dia. Daí a gente vai chegar nesse ponto, né, da dieta, vamos dizer. Sim,

— Mas então a proteína é um dos focos principais, né, assim, nessa questão do envelhecimento saudável, mas uma alimentação bem variada, né, evitando os ultraprocessados, os alimentos Então, descascar mais e desempacotar menos, né, usar menos os industrializados e mais os alimentos naturais. Cristina, diferencia para mim, eu sei que muitas pessoas conhecem, outras não, mas o que que é a massa É, a massa magra é aquela livre de gordura, vamos dizer, né? É a que traz mobilidade pra gente, é o que mantém a gente com uma postura. No caminhar a gente utiliza, que é o músculo, né, que a gente precisa preservar ao longo da E essa preservação do músculo, ela tem relação com o número de fibras musculares. Então isso depende muito do estímulo que a gente dá ao longo da vida, desde a infância até o envelhecimento.

E o volume de fibra muscular. Então o volume também está relacionado à hidratação, que é um dos aspectos muito importantes, né, durante, né, no envelhecimento, é a gente manter-se hidratado, né, mas assim, a gente estimulando com exercício e uma alimentação correta, a gente consegue manter essa massa magra e consequentemente uma autonomia, né, do caminhar, evitando quedas, que também é importante, né, o idoso acaba tendo quedas importantes por conta muitas vezes da falta de músculo,

— De massa magra.

— De massa magra,

— Tá? E a qualidade alimentar influencia na energia, na disposição do dia a dia, a qualidade desse alimento?

— E muito, muito, tá? e o idoso, ele tem uma tendência a dar preferência a alimentos mais palatáveis, de mais fácil digestão, até por conta que o idoso acaba perdendo as enzimas digestivas, a produção de enzimas digestivas, todo esse processo digestivo do idoso vai ficando um pouco mais prejudicado, às vezes por conta de uso de medicamento e pela próprio desgaste do organismo ao longo da vida, né? Uhum.

— Então, a qualidade da alimentação ou a falta de qualidade, né, dar preferência às vezes alimentos mais mais molinhos, né, de fácil mastigação, faz com que ele acabe perdendo

— Nutrientes, né, por conta da qualidade, né, e não tanto pela quantidade. Então o idoso ele pode comer menos, porém ele deve comer menos até por essa dificuldade digestiva, mas ele deve comer melhor, com mais qualidade. Entendi. Entendi. Por isso que muitas pessoas 50 mais vamos colocar, acaba colocando mais pimenta na comida, mais sal para sentir mais o sabor, mas já começa a partir dos 50.

— Sim, após 50 anos, 60. Uhum.

— 50, 60 anos, a gente acaba tendo uma dificuldade maior de produção de saúde gastrointestinal acaba ficando prejudicada, mulheres pós-menopausa, então acaba tendo uma dificuldade maior. E é para você sentir prazer no alimento, sentir que está comendo um alimento gostoso, muitas vezes você precisa colocar mais tempero, mais sal, mais

— Temperatura também, né? Eu lembro que minha avó pediu café pelando.

— Porque ela tinha a sensibilidade, ela é diferente também,

— É, pode acontecer isso também. Então, assim, é caso a caso, né? Avaliar a pessoa como indivíduo único, né? Isso é importante. Então, o idoso ou meus pacientes que eu trabalho, eu é caso a caso, é avaliação, é trabalhar a questão individual de cada um, né, para ver quais são as dificuldades, o que tá tendo maior foco naquele momento, né?

— E ainda faz sentido falar sobre pirâmide alimentar? Existe a pirâmide nova, né?

— Sim. Que melhorou muito, né? tinha que fazer isso agora, né?

— É, eu já há muitos anos não trabalhava com o modelo anterior, né? Porqueão

— É a base da pirâmide era completo de muito carboidrato, né?

— E hoje a gente sabe que esse carboidrato as pessoas estão mais sedentárias, né? Mais paradas. Hoje a gente tem controle para tudo, né? Então, você acaba tendo uma sobrecarga muito grande no organismo, propiciando diabetes. Então, o que que mudou nessa nova pirâmide, né? Ela a base da pirâmide. Então, a pirâmide, pirâmide hoje tá invertida, né? Então o bico da pirâmide tá para baixo, então alimentos minimamente processados e a o o alto da pirâmide é a base que é mais proteína, gorduras boas, verduras, legumes, frutas. Então é comer e alimentos de verdade em maior proporção e menos processados, ultraprocessados. Então nem tá nessa pirâmide nova, né?

— Uhum. antigamente, muito antigamente, lá na na época da que as pessoas tinham que para se alimentar tinha que caçar, tinha que subir em árvore. Então, essa pirâmide fazia mais sentido, né? Que você tinha que ter muito mais energia, né? E para você comer você tem que você perde mais também, até mais gordura. As pessoas eram mais magras porque tinha que sair para caçar, para colher, tinha que plantar para poder colher. É, é. Hoje em dia isso não acontece, né?

— É, hoje nem no mercado, quase vamos, né?

— Só pedindo aplicativas em casa, as pessoas estão mais sedentárias.

— Então essa alimentação ela precisa mudar, né? não que a gente não possa comer um, vamos dizer, uma porcaria de vez em quando, é um salaminho, um processado, né? ou um alimento mais calórico, mas isso não pode fazer parte da maior proporção do nossa, vai ser a base da nossa alimentação,

— Nossa alimentação.

— E o idoso, ele acaba ficando até mais sensível em relação ao aos exageros, né? O idoso ele não se recupera tão bem, né, quanto uma pessoa mais jovem. Sim. Se ele comer um alimento que não vai fazer bem pro seu intestino, ele acontecer de ter uma diarreia, ele vai desidratar muito mais rápido, né?

— A recuperação acaba sendo mais lenta e muitas vezes isso acaba gerando uma internação, né? Outros problemas decorrentes a hábito alimentar.

— Hábito alimentar. Sim. Isso na prática, como montar um prato equilibrado para quem tá envelhecendo na prática assim, no dia a dia,

— Dia a dia,

— Sem muitas, sabe, sem muitas agregações, mas assim, na prática é o que seria ideal. Sabe aquela alimentação da nossa avó que tinha uma boa salada, né, um carboidrato bom, uma raiz ou mesmo um arrozinho, um grão, um feijão, uma proteína magra, grelhada, cozida ou assada. Então, uma alimentação assim saudável, com temperos naturais, um prato colorido,

— Né? Uma frutinha que seja de sobremesa. Então assim, quanto mais natural a nossa

— Sim. Sim. Não adianta ser colorido, mas encher de ketchup e mostarda e maionese. Ele tá colorido, né?

— Ele não deixa de estar colorido e e porções assim, porque também não adianta colocar muito feijão, muito arroz também, né?

— E pouca proteína.

— E pouca proteína. É tudo muito

— É, se a gente for pensar num prato, né, se possível iniciar a refeição com uma boa salada, né? É,

— Então, começar com uma boa salada, bem variada, colorida, pode colocar até sementes, que é muito benéfico, tem gorduras boas na salada, um azeite de boa qualidade, um vinagre de maçã, pouco sal, de preferência assim, né? Se a pessoa tiver o idoso, uma hipertensão, tem que controlar o sódio, bem pouco

— Daí passar para um prato quente, um pouco do carboidrato, uma proteína numa proporção boa. O que acontece é que, vamos dizer, vamos pensar numa proteína, né? Um bife de 80 g. Então, quando a gente calcula a quantidade de proteína do dia da pessoa, não quer dizer que a pessoa vai consumir aquele bife de 80 g, vai ter 80 g de proteína, né, na faixa de 30 g de proteína um bife.

— Então, se a gente calcular um 1 g por kg de peso da pessoa, ela vai ter 70 kg, 70 g de proteína. Então, o ideal é que ela distribua essa proteína ao longo do dia, até porque o idoso ele não tem um processo digestivo bom ao ponto de suportar uma quantidade grande de

— E pela própria dificuldade às vezes de mastigação que o idoso tem, ele acaba dando preferência mais molinhos, né? mais molinho. Então, distribuir ao longo do dia essa proteína, essa alimentação

— Concentrar tudo em uma refeição só, que é o que acontece muitas vezes, né? Café da manhã, café, leite, pão, almoço, uma refeição, tá bom? Boa, jantar, pão,

— Uma sopinha também.

— Uma sopinha, mas até sopa

— É um pouco uma proteína. É, com a proteína, mas em geral o idoso acaba optando por lancha à noite.

— Isso. Maioria,

— A maioria opta por lancha até, ah, digestão mais leve, eu não me sinto tão mas não é rico em nutrientes e acaba sendo sendo mais processado, né, do que uma alimentação.

— Sopaão, mas carboidrato. Mas então seria o ideal uma sopa com uma proteína,

— Com uma proteína, com vegetal verde escuro, colocar uma couve, um espinafre, uma escarola na sopa. Então, fazer uma sopa um pouquinho mais densa

— De nutrientes ou mesmo mais pastosa do que uma sopa muito rala.

— Né? uma sopa feita com uma carne cozida vermelha, mas que a pessoa nem precisa comer a carne, mas já com aquele

— Né? Que façam uma sopa mais reforçada mesmo à noite.

— E ela batida tem diferença do que ela os legumes picados?

— Tem, né? Diminui nutrientes, né?

— Diminui nutriente, quebra a fibra. que pro idoso, dependendo da situação de dentição ou a situação, vamos dizer, até de algumas patologias, né, que acabam propiciando dificuldade de

— O batido é mais indicado, né, e mais

— Mas se a pessoa tiver bem, é melhor deixar em pedaços ou minimamente

— Tá? Quando você falou da salada com azeite, o o azeite é ouro, né? Porque é tão caro e ainda continua tão caro. O que pode ser substituído ou tem que ser o azeite.

— É, daí é caro, né? É um absurdo. Esses dias eu fui no mercado e esbarrei, caiu um no chão. Falei: "Meu Deus, eu ten que pagar dois, um que eu quebrei e o outro que vou". Entendeu? E o que que eu as pessoas podem estar substituindo se não tiver como comprar esse azeite que seria aí ou tem que ser? Não, assim, claro que se a pessoa não tiver com como comprar um azeite, né, ela pode usar o óleo vegetal acaba sendo mais processado, né?

— Pode fazer alguma gordura até animal, né? Tem a gordura de porco, que a gente tem a banha, né, que pode ser usada, é que acaba deixando o sabor um pouquinho mais forte, né?

— E ou mesmo a gordura do coco.

— Uhum. Ou a pessoa pode fazer uma gordura vegetal, uma gordura do grão de bico. Então assim,

— Teria que fazer em casa ou mesmo comprar um coco e tirar o óleo do coco.

— O coco

— Que é o óleo de coco.

— Mas quando quebra o coco não tem água

— Não tem a polpa, né?

— Ah, é da

— A polpa do coco. É daquele coco mais com casco azul. É casca marrom.

— Marrãozinha. É da casca marrom. Tá.

— É. O maior problema hoje é o que falta na alimentação ou o excesso de

— Eu, para mim, da minha opinião, excesso de industrializado, né? Assim, as pessoas acabam preferindo por vários motivos, né? Se por preguiça de preparar praticidade ou mesmo, né? E às vezes a pessoa fala: "Ai, eu vou ter que lavar a salada, descascar, né, pegar, cortar automático,

— Mas sabe, é mais caro, né? Sai mais caro, estraga com mais facilidade.

— Então, acaba levando a um consumo

— Mais prático, né, entre aspas. e a questão do idoso também é a questão da palatabilidade, né, que acaba esses alimentos sendo mais fáceis, né, de o sabor mais agradável, mas se usar a erva, usar os temperos naturais, você acaba tendo um sabor gostoso e que traz uma uma alimentação saudável, mas com prazer, né? Muitas vezes eles acabam até escolhendo essa alimentação, às vezes até pela dificuldade ou da deglutição ou da mastigação e não querem falar porque não querem preocupar a família. Sim.

— É importante a família tá atenta,

— Aos sinais, né? Um idoso, uma pessoa idosa que sempre gostou muito de comer e de repente mudou os hábitos, talvez seja alguma coisa que possa estar

— É. E essa questão da dentição acaba sendo um pouco negligenciado, né? muito

— E que é um fator assim que é causador de várias doenças inflamatórias e vários problemas decorrentes à dentição, né?

— Até cardíacos, né? até cardíacos intestinais também tem relação com a

— Então assim, às vezes a pessoa não tá mastigando realmente a prótese não tá bem colocada, isso dificulta mesmo o consumo, principalmente dos alimentos mais duros, frutas duras, proteína, é

— E o idoso acaba deixando de comer. E não é por falta às vezes de prazer ou por falta de apetite, é sim dificuldade. Então a família ou quem está cuidando daquele idoso, é importante ficar atento nesses sinais

— E às vezes isso acaba causando emagrecimento mais forte, né, mais E e a pessoa vai ficando mais fraca, deixa de caminhar, deixa de fazer as atividades que sentiam um prazer e daí entra a depressão,

— É desencadeia outras doenças, né? Quando no caso poderia ser resolvido com uma avaliação a cada seis meses ao dentista.

— E aquele paciente que não pode ir no consultório do dentista, tem o dentista que vai faz assistência domiciliar. Sim,

— A cada se meses nós oferecemos esse serviço pros nossos pacientes também,

— Ótimo. Por conta da importância, é, de manter preservada a saúde bucal.

— É importantíssimo. E

— Se a gente cuida da alimentação, orienta mais o idoso próprio fala assim: "Ah, mas eu não consigo comer carne".

— Tem outros fatores, né, associados. É

— Bem complicado, mas tem a facilidade hoje de tudo consegue se fazer no domicílio para aquele paciente que não tem mobilidade para ir até o consultório.

— E isso é muito satisfatório, né? Quando você consegue atender em larga escala nossos pacientes.

— É. Daí você ampara o paciente de uma forma global, né? Porque

— Assim, só cuidar de um lado e não cuidar dos do outro, né? mesmo alimentação, se você faz uma orientação, mas não tem quem faça aquele, né, aquela refeição perfeita para aquele idoso, né, vamos dizer ideal.

— Mas o idoso, por conta, né, de fraqueza, tudo, não consegue ir pra cozinha, não tem força para lavar uma louça.

— Ele prefere não comer, não fazer

— Ou ir pro pãozinho, o café com é mais E Cristina, e quando muitas vezes nós encontramos nas residências como quando vamos implantar um serviço, a família já deixa pronta a refeição. Eu encontrei um paciente assim nos pratos todos com filme. Então já as porçõezinhas, o arroz, o feijão, uma carne e um legumes. A salada é a parte, mas da semana inteira sete pratos

— Pro pra manhã e sete pratinhos de sopra à noite. Então, na segunda e na terça-feira tá OK, mas lá na sexta-feira os nutrientes estão OK também na geladeira, não no freezer congelado. É assim, preservar de qualquer mínimo processamento que eu falo, processamento é você picar, cozinhar o alimento, você tem uma perda.

— Mas é melhor desta forma

— Do que não ter

— Do que não ter.

— Então, é melhor ter uma alimentação porque isso causa uma organização, né? muito organizado.

— É isso. É muito bom.

— Então, pro idoso facilita ter aquela refeição, né, ali completinha.

— É, ele já cozinhava pra semana toda, muito bem organizado, da segunda, da terça, era o mesmo cardápio a semana inteira, porque facilitava para quem tava fazendo ou cozinhando. Mas aí na próxima semana ele mudava o cardápio.

— Então, durante quatro semanas um cardápio diferente por semana.

— É. Se essa geladeira não for aberta o dia inteiro, se for conservada, você acaba tendo uma preservação daquele

— Eu orientaria mais assim, tipo quinta e sexta, deixar congelado

— E manter pelo menos para três dias na

— E os últimos dias se manter congel.

— Quinta sexta, sábado e domingo, porque no domingo é o dia da

— Aí na quarta-feira já tira, já deixa lá para descongelar. É se esse idoso tiver uma a parte, né, cognitiva boa para poder lembrar de descongelar, que também tem nesse caso ele tem a cuidadora, né? Aí nós nós temos um esquema lá para as cuidadoras não cozinharem, ele já deixa prontinho, que é o filho que deixa prontinho pra mãe.

— É isso. É o ideal, né? é o ideal cuidado. É,

— Então essa parte afetiva, né, do da família, cuidado idoso, é o que eu sinto de mais assim também importante no nesse cuidado com a pessoa. A pessoa vai envelhecendo muitas vezes sozinha, né, sendo esquecida. É,

— E é o que você falou no começo, né? Comida muitas vezes traz memórias pra

— E você deixa de trazer essas memórias para esse idoso a partir do momento que você deixa de cozinhar ou ele deixa de comer uma alimentação afetiva, né?

— É. E alimentações que trazem uma memória, né, de de cultural às vezes com a com a família, né? Então eu acho que assim, dá para adaptar, né? aquele, vamos dizer, a pessoa não consegue, antes comia uma um churrasco, uma carne de churrasco que era fazia com a família o churrasco. Então, hoje daria para fazer uma carne, vamos dizer, com aquele gostinho, torradinho, mas menorzinho. Então, assim, você tem como adaptar pro idoso, sentir aquele prazer de uma forma que ele consiga tá presente em algumas situações familiares, né, ou sociais, né? Sim. Levá-lo pra mesa, né? Levá-lo pra mesa

— Ou cozinhar junto com aquele gozo? Nós temos algumas pacientes que as cuidadoras levam pra cozinha, mesmo que elas não acabam, não só elas participam, a cuidadora acaba fazendo, mas ela participa, ela palpita, vamos colocar ela fala a receita, ela fala o que ela quer comer e elas vão fazendo. Isso é muito importante porque épocas atrás quem cozinhava era ela,

— Agora ela não pode mais. Então, levá-la pra cozinha traz toda essa memória afetiva, mesmo que ela não esteja cozinhando, mas ela está

— Fazendo parte daquele processo de novo,

— Ou escolhendo o que ela quer comer, né, e de uma forma que ela consiga ter prazer também,

— Mesmo que ela não coma, né? Tem uma que não come, mas ela gosta. Come muito pouco, mas ela gosta de que prepare pra família toda, mas que ela esteja na

— Preparando, falando as receitas. Isso é

— Faz toda a diferença.

— É até um exercício para manter a atividade cerebral, né, em dia.

— É. Uhum. Uhum. Para o caderno lembrar a rescência, né?

— O corpo passa a absorver os nutrientes de forma diferente ao longo da vida. No envelhecimento isso também acontece. Quando a pessoa chega lá no envelhecimento, ela tá, o corpo tá absorvendo muito menos,

— Muito menos. São os extremos, né? Quando o bebezinho nasce e quando chega na idade de uma pessoa idosa.

— E os medicamentos influenciam muito, né? Então o idoso ele vai, ele acaba tendo uma quantidade, né? aquelas de medo é para pressão, é para glicemia, é pro coração e assim a interação entre os medicamentos, a diminuição da acidez, acaba usando medicamentos para diminuir a acidez do estômago.

— Isso influencia na absorção de vitamina B12, na digestão de proteínas. Então você acaba tendo uma gama de problemas digestivos por conta da idade e com a idade vem os medicamentos. e você acaba tendo uma que a gente chama, né, de disbiose intestinal, uma falta de saúde intestinal, então uma dificuldade absorva, né, de nutrientes pelo intestino. Então você tem uma escalada aí de situações que a gente pode melhorar e pela minha experiência assim com uma alimentação mais saudável, uma alimentação adequada, aquele paciente, ele pode até às vezes diminuir a quantidade de medicamentos e ter uma melhora nessa na alimentação e na

— Na absorção,

— Tá? não é que a pessoa tá idosa e que ela realmente não não vai absorver bem aqueles nutrientes, então já é uma um fardo, vamos dizer, né, aquela situação que não pode ser muitas vezes não 100% revertidas, mas melhoradas, né, com muitas vezes probióticos, prebióticos, que são refazer toda a flora intestinal e que isso vai acabar ajudando a longo prazo uma melhor absorção. absorção. Nós falamos da perda muscular e ela está de fato relacionada à questão nutricional ou também

— Ah também

— Também, né? Porque existe todo outros fatores que contribuem, mas a

— É e o o sedentarismo inatividade, né? Aquela pessoa

— Ou aquela pessoa que nunca fez exercício na vida, né? que não teve uma construção, porque fala assim, a o músculo ele tem uma memória e ele tem mesmo, ele, se você estimula aquele músculo desde a infância, durante a juventude, você tem um idoso mais saudável, né? Você tem um idoso com uma massa muscular preservada e se ele ainda fizer exercício minimamente, eu digo assim, não é que ele vai virar um crossfiteiro, mas ele vai fazer uma fisioterapia, ele vai fazer uma caminhada, um pilates, uma hidroginástica, ele vai conseguir estimular aquela fibra muscular a ficar ainda mais preservada e enfim, né?

— Mais do que aquele idoso que nunca fez

— Ah, com certeza.

— Uhum. Mas que ele pode começar a fazer, né? Não tem assim,

— A gente consegue construir essa fibra muscular mesmo que tardiamente.

— Difícil, difícil. É difícil construir uma fibra muscular,

— Mas a gente consegue amenizar as dificuldades que esse idoso vai ter a longo prazo.

— E a ingestão de proteína, eu consigo favorecer esse aporte? consegue melhorar. Às vezes também dependendo com a suplementação, né? Então, dependendo do caso, é indicado suplementação de proteína, até porque a digestão é mais fácil, a absorção é muito mais eficiente, né? Então, e tem hoje ativos bem eficientes nesse sentido de ajudar na construção muscular, muitas vezes mesmo a pessoa estando com um mínimo exercício ou mesmo

— Você acha importante dependendo da idade da condição do músculo, associar o suplemento, a alimentação?

— Importantíssimo. É importantíssimo.

— Seria o protein?

— Tem várias opções hoje, né? O seria uma delas. Humum.

— Tem o, tem o que é o body balance, né, que é do peptídeo de colágeno, tem o PeptiStrong, que é uma tecnologia nova que também tem uma absorção bem eficiente. Então, tem ativos bem interessantes.

— E porque assim, quando vamos comprar o ex, são várias opções ali, né? Hidrolisado, isolado,

— Váriado, concentrado,

— Que tem concentrado. E aí eles t dúvida. Proteína animal, proteína vegetal.

— É, tem como orientar essa pessoa? Primeira coisa, tem que passar no especialista para não sair comprando,

— Então, aí tem relação,

— São produtos caros também.

— São produtos caros e dependendo da condição às vezes do da parte digestiva ou de algumas intolerâncias, não pode consumir, por exemplo, concentrado.

— Que é uma proteína mais barata, porém a digestão acaba sendo

— Mais lenta. Tá? E daí causa um peso às vezes no estômago. O idoso acaba deixando de fazer alguma refeição porque consumiu aquela proteína. Então hoje o que eu tenho indicado ou é isolada, é

— Hidrolisada realmente é mais cara, enfim, é mais difícil. O beef protein é uma opção boa que é da carne e esse do peptídeo de colágeno também é uma tecnologia bem nova e que ele tem uma absorção bem eficiente.

— Ah, esse aí eu não conheço. Para quem treina também é bom.

— Muito bom. Muito bom.

— Tem a creatina também que é uma opção.

— Isso. E o idoso também pode fazer uso da

— Pode desde que sim não tenha nenhuma questão renal importante, né? Daí isso precisa ser bem avaliado.

— Uhum. Hum. É que hoje a internet te dá várias oportunidades, mas também várias rasteiras, né? Sai comprando e não serve para nada.

— Ou serve, você só não sabe comprar o certo. E tem que tomar cuidado porque muitos são

— E tem muitos suplementos que são falsificados, né?

— Sim. Tá tendo muito você se automedicar no sentido até de vitaminas, tá? tem que tomar um certo cuidado porque tem algumas vitaminas

— Que dependendo do caso pode ter interação com alguns medicamentos que o idoso toma e que acaba causando uma sobrecarga mesmo,

— Metabólica, né? Que vitamina é para tomar quando há necessidade, né? Quando tem indicação, quando há é quando há necessidade, indica.

— E existe alimentação específica para preservar a funcionalidade além da proteína que a gente falou do músculo, da força.

— Então assim, essa distribuição ao longo do dia, então assim, consumir proteína ou uma alimentação saudável, né? Quer dizer, uma alimentação saudável ao longo do dia todo, né? Então, desde a hora que acorda até a hora que vai dormir. Então, incluindo gorduras boas, vegetais verdes escuros, frutas, né? as sementes que são que têm gorduras boas ao longo do dia todo. Então, para que

— Em todas as refeições,

— Todas as refeições,

— Que tenham todos os grupos alimentares,

— O ideal seria porque daí você tem uma eficiência maior na absorção, você não tem uma sobrecarga numa refeição só, porque você acaba não tendo uma absorção correta, não tem uma eficiência. E daí o idoso muitas vezes ele come, mas ele não absorve e está desnutrido. Ah, mas eu como tão bem. Mas assim, em uma refeição só,

— Ele come proteína, ele come vegetal, mas e o resto do dia? Entendi.

— O organismo nem entende, né, o que tá

— É, ele não consegue digerir aquele

— E às vezes também a mastigação não é eficiente, as enzimas não são, o digestão não é eficiente, não absorve bem no intestino e acaba sendo eliminado, né, pelas fezes. E aquele pouco de nutriente que é consumido em uma refeição só vai embora.

— Uhum. E tem também a mobilidade, né, que aí não anda, não também não digere, não drena, não sai, fica tudo meio que empapçado, né?

— Não faz a gestão correta.

— Os dois cenários, né? Constipação e a diarreia. Eu lembro muitas vezes meu

— Ele deixava de comer em determinada refeição ou determinado alimento que ele até gostava porque tinha diarreia

— E não ia buscar a causa, né?

— Sim. É, então daí tem a questão da intolerância, né, e a própria falta de saúde intestinal acaba deixando o intestino mais que a gente fala como se fosse um escorregador, né? Então ele não digere a própria sobrecarga daquela molécula, faz com que o organismo próprio absorve, né? Não, não absorve.

— Existe uma regra comer a cada du 3 horas, comer quando tem fome.

— Então depende. Isso é muito particular.

— Porque o idoso, por exemplo, não tem o sinal ou sinal de fome acaba sendo por conta nem sede nem fome.

— Então, se você for esperar o idoso ter sede para dar água, ele vai ficar desidratado. Se você for esperar ele ter fome, muitas vezes ele não vai ter,

— Então, precisa ter esse estímulo, né? ter essa ter alguém que ou que lembre, às vezes não tem condição às vezes de ter uma ajuda, não tá em casa, a pessoa filho tá trabalhando o dia inteiro, mas dá uma ligadinha, ai toma o lanche, ó, deixei o lanche na geladeira.

— Então assim, o idoso ele precisa comer a cada, vamos dizer, 3 horas, pequenas refeições, porém refeições nutritivas

— Que tragam bons nutrientes, que tragam boas vitaminas. Nós temos um paciente que tava se alimentando muito mal e na verdade era algo simples, ele não queria comer sozinho. Quando eu falei pras cuidadoras, comecem a sentar na mesa com

— Começou a comer.

— E às vezes é isso, né?

— Não mesmo a gente, né? A gente come muito mais assim com prazer quando a gente tem companhia, né?

— Então às vezes pessoa que fica muito sozinha, né? Aí acaba realmente ai desanimando, né? Perdendo aquele prazer. Tá sozinha em casa bom. É exatamente.

— Agora coloca uma companhia junto agradável que converse, que você nossa ai [inaudível]

— Sentir o cheiro, né? Então coisa que o idoso também perde, né? O olfato.

— Mas se tem uma comidinha, a gente tem uma comidinha, mesmo que você não esteja com fome, você sentiu o cheiro de uma comida gostosa, já vem na memória.

— Reflexo. Uhum. Você já sente fome automaticamente. Hum, que delícia. Quero

— Essa já dá aguinha na boca, né?

— Da água na boca.

— Então o olfato ao paladar é muito importante. E a pessoa que tá sozinha, ela não vai cozinhar. E às vezes sentir o cheiro da própria comida não é a mesma coisa, né?

— É. Não. Quando você cozinha todos os dias já não tem mais aquele prazer e aquela fome, né? Quando você tá cozinhando, quando você termina de cozinhar, você já perdeu a fome.

— Não acontece. acontece comigo. Ou você

— Não, às vezes você nem começa porque você já pensa: "A louça vai ficar para eu lavar." Nossa também.

— Às vezes você nem começa a cozinhar.

— É porque vai ficar um monte de louça para lavar, né?

— E Cristina, seriam cinco refeições por dia. Café da manhã, a colação

— Qu lanchinho, né? A colação, né? O almoço, o café da tarde, o jantar.

— Jantar e pode ter uma ceia, dependendo

— Ceia seis. Dependendo do

— Da situação, um abacatezinho antes de dormir faz.

— É isso que eles pulam. Eles pulam a colação esse das 10 horas da manhã, né? Que o café da manhã eles acordam cedo, tomam um cafezinho da manhã

— E assim

— Acaba pulando o das 10 horas o lanchinho, pode ser uma fruta, um iogurte, né?

— O almoço vai tudo bem. O café da tarde ou para no café da tarde, toma aquele café da tarde mais tarde, aí não janta.

— Ou pula o café da tarde, janta uma sopinha ou algo muito leve também não tem a ceia.

— Não tem a ceia.

— Aí já tá perdendo também qualidade de alimentação nesse dia, né?

— Sim. E assim, essa parte digestiva, né, de absorção, então a concentração fica em poucas refeições ao longo do dia.

— Isso acaba causando a longo prazo.

— E no meio tá tomando água, porque a água também ajuda, né? Pode saborizar essa

— Colocar que deixa a água assim gostosinha, né, para que estimule, né? Então o idoso ele vai tomar aguinha ao longo do dia todo. Isso ajuda também limpar um pouco o estômago, né? Ajuda no processo digestivo, chazinho, né? Também ajuda na função intestinal. Então

— Tá estimulando idoso a comer esse hidratar, né? É, a hidratação é um fator bem importante.

— Nós sofremos essa, nós temos essa dificuldade com eles. O que que orientamos? Deixa sempre uma garrafinha d'água ao lado. Então aquele dia sabe que ele tem que beber aquela garrafinha.

— Lógico, todo um controle e uma prescrição ou da nutricionista ou

— Então deixa a garrafinha de 1 L, 2 L, quanto for, quanto ele suportar, né? Porque se você vai à cozinha e pega um copo e entrega, depois você esquece quantas vezes você foi na cozinha e quanto ele bebeu. Sim.

— Então a melhor coisa é medir pela por essa garrafa, deixar sempre ali ao lado e ir ofertando para ele, nem que seja

— Né, pequenos mls ali, meio copo.

— É. E dando golinhos, né? E e colocar um saborzinho nessa água natural também estimula, né? Então, todo dia tá trocando, um dia põe, né, o um raminho de hortelã. Uhum. Assim, além de ficar bonito, né? Pode p um morango. Então assim, pode ir saborizando essa água que

— Eu indico fazer aqueles gelinhos. Então você coloca lá hortelã, limão, gengibre, daí cobre com água, de preferência naquele de silicone, né, que é maiorzinho. Congela, o gelinho.

— E daí esse gelinho deixa a água bonita. Parece que a pessoa tá tomando um drink, né? Que a gente também come olhos, né?

— Então aquele idoso, ele se sente cuidado, né? Ele se sente querido. Então ele também tem um estímulo emocional,

— Faz com que ele também sinta prazer e e

— Tem uma aderência melhor ao

— Sim. Eu já vou pedir pra [nome omitido] deixar aqui a taça e fazer gelinho com como é? Gengibre, hortelã, limão.

— Gengibre, hortelã, limão, pode pôr laranja, morango.

— [nome omitido], essa para você. pros nossos convidados.

— É, e fica como se fosse um drink, né? E é gostoso, né? Começa a soltar convidados tomaram drinks

— Daí você me

— Chama de novo, te convido de novo, tá? Convidada. A alimentação, ela pode ajudar no controle das doenças crônicas, diabetes, hipertensão. Aquela pessoa que tem diabetes, que tem hipertensão, se ela consegue, começa uma dieta, melhora,

— Melhora muito.

— Às vezes ela sai dessa até dessa medicação, né?

— Sim. % é difícil, mas diminui bastante o medicamento. Eu tenho o caso de um paciente que eu atendo, que tem 70 anos e que ele tava, ele mora sozinho, cozinhava, mas já tava, não tava sentindo tanto prazer, tava desanimado e tava, né, acima do peso, com uma gordura abdominal, com pré-diabetes, colesterol e e hipertensão, né? E com as mudanças, então assim, pequenas mudanças, às vezes no dia a dia, você não precisa mudar radicalmente a alimentação, até porque ele vem com uma história aí de 70 anos, né, de hábitos alimentares muito enraizados e que com pequenas mudanças eu indiquei até uma frigideira que não gruda, então ele não precisa usar tanto óleo, né, usar o borrifador para colocar um azeite, um óleo de coco, uma gordura qualquer para borrifar na frigideira.

Então assim, pequenas mudanças, trouxe uma melhor, uma perda de peso, a pressão dele

— Que maravilha. E daí ele tava indo no cardiologista para mudar a dosagem do

— Então assim, esse idoso vai ser difícil ele tirar totalmente o medicamento, até porque já existe um desgaste interno no organismo que faz com que as próprias artérias, enfim, estejam mais endurecidas, que estejam que precise realmente desse medicamento. Mas com uma dosagem menor, você tem uma interação menor, você não precisa tomar tantos remédios ao longo do dia. Uhum.

— Então a gente é possível reverter parâmetros clínicos. Então

— Como a gente já viu, você até comentou, a proteína já foi vilã, o ovo já foi

— Hoje muitas vezes a gente não sabe nem o que pode comer, né? Mas tem até vários memes na internet que fala: "Come, não

— E aí?

— Olha, eu não sou da linha radical. Acho que tudo com equilíbrio. Eu como uma boa libriana, né? Eu preciso ter o equilíbrio na minha vida.

— E eu acho que essa questão do prazer e da história pregressa da pessoa é importante respeitar.

— A não ser que a pessoa tenha realmente uma patologia que precise restringir um determinado

— É importante. Mas claro que nossa alimentação hoje tá muito processada. esses ultraprocessados ou com muitos ingredientes na composição, a gente deve evitar ao máximo que a gente puder, mas de vez em quando não tem problema. O organismo ele tem o poder de detoxificação, né, de retirar as

— Mas no idoso, mas no idoso é pior, né? ele não tem esse poder de detoxificação.

— Tão importante ou tão eficiente quanto numa pessoa jovem.

— Até vi esses dias post mesmo comparando o chocolate, composição do chocolate, chocolate que a gente compra no mercado dos anos 80 e agora a composição mudou absurdamente.

— Ah, sim. Tá melhor,

— Muito melhor, né?

— Era só para tirar dúvida. Mas hoje em dia tem opções saudáveis, né? Tem marcas boas que estão buscando diminuir. E as indústrias, eu recebo muitas visitas, né? As próprias indústrias, elas estão preocupadas, então elas estão buscando nutricionista, elas estão buscando melhorar a composição, diminuir ingredientes, diminuir açúcar, diminuir gordura. Claro que não chegou ao ideal. É até porque senão a empresa às vezes fale, né? Porque o

— Mas as pessoas também estão mais esclarecidas, né? Estão mais exigentes também, né? Por isso que as empresas também precisam correr com a melhora desse alimento.

— Mas é um público ainda muito pequeno, viu, Andréia? Sinto é um topo de pirâmide aí. A internet diz tanta coisa, né? Eu me preocupo sempre com o que diz a internet.

— Sim. É, tá circulando aí a grande rede de fast food mudando o seu cardápio por conta das canetinhas, porque o hábito de consumo tá mudando, as pessoas estão mais conscientes de fato.

— É, estão buscando essa essa importância do nosso podcast para levar a informação

— Caiu caiu muito o consumo de bebida alcoólicas e ultraprocessados e aumentou o consumo de ovo, né,

— Proteína, né?

— É proteína. mas até quando, né, isso vai durar? Eu acho que claro que as canetinhas elas estão ajudando nesse processo, mas tem que tomar alguns cuidados, né?

— Esse reflexo tá existindo na indústria,

— Mas eu acho que a conscientização mesmo, por isso que é importante ter o podcast dentro de casa, né? É, é,

— Esse daqui ele foi pensado mesmo para levar informação correta, segura, para que não fiquem para que fiquem na internet buscando o podcast,

— Entendeu? Porque preocupa, né? Preocupa

— E as restrições alimentares, intolerância a lactose, é muito comum falar, o glúten, a gente sabemos que muitas vezes nem são intolerâncias. É, então é, tem uns tem estudos novos aí recentes que a pessoa está intolerante, ela não é intolerante.

— Então, por várias questões às vezes medicamentosas, estress, você acaba criando uma falta de saúde gastrointestinal e que o próprio organismo não tolera

— Intolerante por isso

— É fica intolerante naquele momento. você corrige saúde intestinal digestiva com enzimas digestivas, você melhora a digestão daqueles macronutrientes, proteínas, enfim.

— Mas existe realmente os intolerantes, as pessoas que não podem,

— Não pode nem cheirar, né?

— É, mas daí é alergia, né? Não, eu é a o nem cheirar é não pode passar perto porque quando tem restrição alimentar mesmo, não pode nem ter contato com outros celíaco, né?

— Não, mas daí alergia. Daí é uma outra questão. O intolerante ele pode até consumir aquele alimento. A intolerância ela é muito difícil de ser diagnosticada, até porque os sinais e sintomas são muito às vezes mascarados. acorda num dia indisposta, mas porque na terça-feira indisposta, mas porque no sábado comeu algum alimento que a pessoa é intolerante.

— A intolerância ela pode ser da frequência do consumo, da quantidade ou e ela pode vir três a qu dias após o consumo daquele alimento.

— Mas a hora que você limpa o organismo, reorganiza, você acaba tendo uma reação mais imediata. Então é difícil assim reconhecer o intolerante ou saber quais alimentos, porque eles acabam ficando mascarados ou, né, com vários outros.

— Mas daí a doença celíaca realmente a pessoa não pode chegar perto do

— Do apesar que tem linhas já que a pessoa até consome um pouquinho de glúten,

— Mas também tá sendo mais assim investigado agora, né, de uns anos para cá. Uhum.

— E tem muitas opções sem glúten no mercado, né?

— Sim. Ah, hoje tem muita opção para tudo,

— Tem tem uma alimentação variada e pode acabar acaba sendo mais pesado, né? Um pãozinho sem glúten, não sei, acho que depende de marca, né? Às vezes ele é mais pesado.

— É porque o glúten ele traz a maciez, né?

— E o pão sem glúten não, ele é mais compacto, né? É mais mao.

— Mas tem hoje uma linha de que estão conseguindo desenvolver uma linha bem gostosa assim, macia mesmo. Pão sem

— Depois você me passa fabricante.

— Eu passo. Passo.

— Você não pode falar aqui

— A digestão mais lenta, ela exige uma escolha adaptada no nos alimentos?

— É o ideal que sim, né? Mas você dando uma reestruturada nessa parte digestiva, você consegue ter uma eficiência melhor desse processo digestivo, né, de uma de uma digestão até um pouco mais rápida, mas assim, às vezes você colocar, cozinhar um pouquinho mais o alimento, deixar ele, né, mais digerível, assim, com uma digestão mais facilitada, ele ajuda nesse processo. É mais no preparo ou na escolha do macronutriente essa diferença. Preparar de uma maneira diferente é no preparo, não é o tipo de alimento. É o preparo. Então você pode adaptar o tipo ao preparo. Então qualquer alimento ele pode ser mais digerível do que

— Uma maçã, por exemplo, que é mais durinha. Cozinhar.

— Cozinhar a maçã, né? Um de água vapor com canela. Aprendi a gostar de maçã

— Então, às vezes, pro idoso que tá com a dentição, que tá cozinhar uma maçã é uma

— É uma alternativa.

— Uma alternativa. E pode colocar no vapor, né, que deve você tem uma perda menor de nutrientes.

— É, faz o docinho da maçã, né? Sei que meu pai e minha madrasta compra uns, não sei quantas maçãs por semana, é, potes e potes de doce de maçã.

— É. Aprendi é eles cozinham a semana inteira a maçã, uma carne um pouquinho mais dura, né? Fazer ela, por exemplo, na panela de pressão, mais cozida, então,

— E que você vai aproveitar aquele caldo, né, daquela carne para colocar numa sopa, então você tem como tornar aquele alimento mais digerível.

— Uhum. Uhum. Para quem mora sozinho, como melhorar essa alimentação? É aquilo que a gente falou, tá sozinho, você não quer

— Sim. Mas e quem nós falamos estar sozinho, se eu estou sozinha, eu não quero cozinhar, mas e quem mora sozinho não tem outra opção.

— Comprar congelados pode ser uma opção.

— É, tem hoje em dia tem muita alternativa, né? Pessoas na vizinhança que fazem, que cozinham para fora.

— Nem sempre às vezes congelada, mas até fresco, entregam em casa. Restaurantes por quilo que você pede a marmitinha todo dia e que entregue em casa.

— Tá. ou mesmo final de semana chamar um filho que cozinhe, que deixe, né, no caso daquele paciente seu que deixa a comida já pronta, organizada paraa semana. Então eu acho que assim, se a gente for atrás, né, ou filho, alguém que cuida, for atrás, às vezes na própria vizinhança você acha,

— Pessoas, um vizinho que cozinha, você, né, combina a pessoa, você paga, enfim,

— Cozinhar sempre é um problema, né?

— O planejamento então faz toda a diferença, né, para você se alimentar bem ao longo da semana.

— É, eu indico muito pros pacientes, por exemplo, no final de semana planejar a semana. É o que eu faço na minha casa. Então, final de semana eu faço as compras pra semana praticamente toda, né? Chega no final já começa, né? Tem que comprar, complementar alguma coisa. Mas se você tem um dia ou uma manhã da sua semana que você vá num sacolão, vá no supermercado e organize aquela semana, já faz toda a diferença para você conseguir ou cozinhar e separar as porções, né? Você faz,

— Minimiza a tentação de abrir o celular,

— Você faz o quê?

— Todo, é, você faz por semana, todo final de semana você cozinha pra semana?

— Não, eu tenho uma pessoa em casa que tá comigo há 19 anos, tem essa facilidade, né? que tá comigo. Não, mas eu faço as compras fazer essa organização. Eu faço a compra,

— Eu compro congelado.

— Pronto. Os três modelos aqui.

— Eu gosto de cozinhar, mas a questão é que quando chega o final de semana para fazer esse preparo da semana, eu tô tão

— É que eu não quero ir pra cozinha.

— Eu compro.

— Não, mas às vezes, por exemplo, mesmo que eu tenha ela, por exemplo, no, eu chego no final de semana, eu já deixo uma salada lavada. Uhum. Essa semana eu deixei um frango já temperado. eu compro às vezes, mesmo que seja brócolis, eu compro ele já congeladinho de uma marca boa e deixo no freezer. Então, assim, algumas coisas eu, o que eu falo organização é assim, eu compro a proteína da semana, as compras para que a semana consiga,

— Você não tenha que se preocupar com isso, né? Tem comida para todo mundo.

— É, eu indico, por exemplo, ah, compra o frango, separem bandejinhas, se são duas, uma pessoa que seja, separem porçõezinhas e tempera tudo. Mas já deixa tudo temperado e congelado.

— Pode congelar temperado,

— Pode, pode já deixar temperado ou temperar às vezes na hora. Mas é que, por exemplo, frango eu não gosto de frango sem tempero, mas peixe, por exemplo, eu tenho feito muito peixe grelhado. Então, na hora, sal grosso, alinho e pronto. Às vezes deixo o alinho já cortado, já congelado e daí ponho alho, grelho e pronto.

— Air fry,

— Legumes no vapor.

— Air fry. Você é

— Eu me rendia air fry há pouco tempo lá em casa.

— Tá tudo bem. Se você se render, tá tudo bem. Não era a favor, mas a fry assim é um facilitador

— Que qualquer cozimento que você deixa torrar muito o alimento ou deixa assar muito, você deixa ele tóxico, independente se é no forno, se é no qualquer lugar. Aquela casquinha jamais. Ah, tá.

— Ai, ela é uma delícia, né?

— É, é, ela é uma delícia.

— Você tirar aquele que ficou aquele pretinho, né? é o que é mais tóxico. Se você deixa air fry numa temperatura não muito alta por muito tempo, você até consegue ter um um cozimento mais rápido sem precisar, né, sem ter as toxinas da

— Tá. Então não é a panela também, não, não é a air fry

— Que é preocupante, é a o preparo, é a fome, é o tempo que você deixa ali que forma casquinha gostosa.

— Cristina, quais mudanças no comportamento alimentar devem preocupar a família, o idoso ou quem assiste essa pessoa idosa?

— É, quando o idoso, ele começa a parar de comer, né? fica recusando a mínima alimentação que antes se alimentava, né?

— Ou às vezes começa a ter confusão mental, né?

— Então essa confusão ou esquecimentos muito, então isso pode estar relacionado à desidratação, né, que é silenciosa,

— Né? falta de equilíbrio, tontura. Então tudo, todo esses sinais, né, que vem e às vezes é baixa vitaminas, né, tá com uma anemia, então aquele aquela proteína que comeu não foi bem digerida, causou anemia, baixa absorção de vitamina B12, D, então e buscar, né, o médico fazer alguns exames para ver se não tem alguma doença que, né, acabou interferindo. Ah, tem alguma relação com a característica ou a forma com que fica a língua?

— A língua esbranquiçada, né?

— É esbranquiçada, né?

— Ressecada, esbranquiçada, chega até a rachar, né? Aí é desidratação,

— Pode ser desidratação, mas pode ser relacionado a algum medicamento. Então, observar se mudou algum, aumentou às vezes alguma dose de medicamento, conversar com o médico, ficou aspecto rugoso, né? É, então a salivação é importantíssimo no processo digestivo e daí a pessoa não tem aquela salivação, água, né, também da água água

— E tem algumas, né, tem, por exemplo, pôr um gelinho na boca, para manter essa hidratação, a escovação da língua também. Então, tem algumas formas de amenizar esse processo, conversar com o médico às vezes, né, por conta do medicamento. Mas isso interfere na digestão e daí causa esses sinais que o idoso vai trazendo ou vai mostrando e que às vezes passa despercebido, né?

— Eu acho a hidratação assim importantíssimo até a gente repetir aqui sobre a hidratação, porque muitas vezes a família ou o cuidador, né, quem tá cuidando dessa pessoa, não ofertar o líquido, né, por conta de trocas de fralda. também tem isso,

— Entendeu? Aí você acaba acarretando outros problemas, além da desnutrição, da desidratação, a infecção urinária, uma internação, né, e uma evolução dessa infecção pior ainda. Assim, acho que a hidratação é um ponto crucial para ter uma tensão, um alerta, um sinal vermelho mesmo, porque o idoso desidratar ali para ele desidratar é rapidinho. É rapidinho. E tem outros líquidos, né, que às vezes ajudam até mais, né? Água de coco mesmo, um suco mais ralinho.

— Então assim, um mesmo que seja uma limonada, maracujá, que daí não tem tanto, né, frutose, né, carboidrato,

— Mas assim, uns por um moranguinho, então tudo isso traz com que a pessoa se estimule. E é importante assim também o idoso, a pessoa não tomar esse líquido de uma vez só. Ah, precisa beber água, precisa. Uhum. a pessoa vai lá, dá vários goles, essa água passa imediatamente, a pessoa acaba tendo que ir ao banheiro mais rápido.

— Então é ir dando

— O dia inteiro, o dia inteiro,

— Até malestar, náusea, né?

— É, pode causar.

— E a perda de peso sem explicação é um sinal de alerta? muito, muito. Ainda mais se a pessoa continua fazendo as mesmas coisas, vamos dizer, se tá se alimentando da mesma forma, se tá tendo os mesmos, né, cuidados, é importante uma avaliação. E essa perda de peso às vezes é a perda de massa magra, né, de músculo, muito mais às vezes do que

— Tá mais paradinho, deixa de fazer uma caminhada. Tá,

— Mas é um alerta importante, procurar, né, o médico para fazer uma avaliação.

— E o cansaço persistente também tá relacionado à nutrição,

— A desidratação, principalmente

— A desidratação, tá?

— E às vezes alimentos que são que causam picos de açúcar no sangue, né, que são os alimentos mais ricos em

— Carboidratos, né? Massa, pão, bolachinha. Ah, vou comer uma bolachinha docinha com café. Café é

— Um macarrãozinho no jantar. Isso

— Daí você acaba causando uma absorção, pico de açúcar. Açúcar.

— E às vezes essa tontura ou esse cansaço pode ser às vezes relacionado à diabetes, né?

— Sim. Sim.

— E em que momento procurar um ah, se possível sempre, né, para reestruturar essa alimentação, mas o quanto antes, né, tá trazendo uma melhora de uma alimentação com pequenas mudanças já traz um resultado bem significativo, né, na saúde. E

— Qual é o primeiro passo para melhorar essa alimentação no envelhecimento? Uma pergunta importante.

— Qual o primeiro passo que a pessoa que tá nos assistindo, nos escutando ou nos escutando agora em todas as plataformas?

— Ah, é diminuir, né? O diminuir,

— Não digo cortar logo de cara, mas ir os industrializados, e aumentando os alimentos in natura.

— Uhum. Então esse processo pode ser todos os dias pensando em incluir, né, nas principais refeições, uma fruta, uma salada, nem que seja lavada, um tomatinho picado, uma cenourinha ralada. Uhum. Um arroz, feijão, uma carne e uma

— É, em vez de fazer uma carne frita, né, no óleo, usa o mínimo possível de de gordura. É, investe às vezes numa frigideira que não antiaderente, que não

— Sim. Então, pequenas mudanças já fazem uma diferença enorme.

— Diminuir o sal, aumentar as ervas, né?

— Colocar mais orégano, alecrim, salsão, salsinha também pode ser.

— É, hoje em dia você vai no supermercado, tem uma fartura de condimentos, de temperos, potinhos super bonitinhos. Você fica até na dúvida, né? Páprica doce, salgada, defumada. não é? de ervas para frango, para carne, para e são todos natural, né?

— O que não pode é aquele que tem alguma coisa caldos, né, que tem mais sódio, são industrializados, mas essas ervas em

— Pode caprichar, caprichar no consumo, porque isso também traz prazer, o a, né, o cérebro ele sente que você tá consumindo um alimento prazeroso, então, e é super benéfico a saúde, né? Eu tenho uma dúvida agora. Uma dúvida mesmo. Aqueles molhinhos de salada, que eu adoro salada, mostarda, iogurte, mel e azeite. Deixa lá na geladeira. É saudável?

— Posso fazer? Continuar.

— É, o iogurte eu não gosto de misturar nenhum derivado de leite junto com as principais refeições, principalmente, né? Porque você acaba diminuindo a absorção de ferro. Por exemplo, você coloca esse iogurte numa salada verde

— Não vai,

— Ele vai diminuir a absorção do ferro. Por exemplo, se você consome uma proteína de carne vermelha junto, você diminui. E o idoso ou no caso uma menina, né, que menstrua, que acaba tendo uma perda de sangue, você causa mais propensão à anemia. Tira deixa mostarda e mel. É mostarda e mel. E e também tem a questão da, por exemplo, molho branco com espinafre não adianta, porque tem leite.

— É molho branco,

— Brócolis com macarrão com brócolis e molho branco. Não adianta

— Não. Mas assim, de vez em quando consumir, importante é não ter o hábito, não ser rotina. Eu gosto muito do molho pesto que você faz com manjericão e às vezes eu faço e deixo, né, em casa, congelo, até porque ele às vezes ele pode mofar, mas você pode fazer alguns molhinhos e deixar até congelado para ir tirando e colocando na salada. Isso traz mais prazer, né? Por que que a gente come melhor uma salada de restaurante? Porque tem diversas opções, fruta, tem um, né, um gosto de colocar frutas também na salada. Então isso traz, a gente come primeiro com os olhos, né? Então uma refeição bonita, você já tem mais prazer, com certeza.

— E tem um sabor variado, nossa,

— Colocar umas sementezinhas, umas nuts,

— Né? Tudo isso traz um

— É a gente tem uma paciente que ela gosta de muita granola, né? E

— Tem granolas saudáveis, dá para fazer granola salgada com ervas.

— Você já me falou que dá para fazer em casa, né? A granola. Eu

— Faço em casa a minha granola. que você falou que ia trazer para mim hoje.

— Ah, é verdade, esqueci. Desculpa.

— Bom, fica.

— Eu prometo, eu prometo. Não, eu vou te dar antes disso.

— Tá bom,

— Cris. Qual orientação prática você deixaria pras famílias no cuidado da alimentação da pessoa idosa?

— Olha, participar da vida desse idoso, fazer companhia, trazer ele para mais perto, né? eu sinto muito assim o isolamento do idoso, né? Como a criança, o idoso, eles dão trabalho, né? Assim, eles têm as dificuldades deles, né? tem as questões em particular, mas é trazer esse idoso pro convívio, né, familiar, para ajudar na cozinha, para trazer um resgate, né, de receitas, de coisas que eles viveram, porque eles são, né, tem a memória antiga, então dar atenção para ele, ouvir as histórias, então tudo isso traz uma qualidade de vida para esse idoso que seja emocional. que reflete na alimentação, que reflete na mobilidade, que reflete no músculo. Então assim, é uma escalada aí de benefícios em relação a esse que eu acho que é o mais importante é esse carinho, essa esse acolhimento que o idoso deve ter nas famílias, né, que muitas vezes são

— Largados, coitadinhos,

— São largados, são largados, são esquecidos, né?

— São esquecidos.

— Porque envelhecer com saúde também é nutrir o corpo com consciência.

— Né? Obrigada Cristina por essa conversa, por essa troca de experiência. Eu aprendi muito, né? A gente sempre nós trazemos as pessoas aqui, os convidados e é uma troca, mas ao mesmo tempo um

— Sim, que

— A gente leva para todo mundo e que fica aqui pra gente. Obrigada pela sua participação, pelo convite ser aceit. Muito obrigada, Gina. Obrigada a vocês. Obrigada mesmo.

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Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individualizada.

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